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domingo, 25 de outubro de 2009

FOREVER GIRLS Jean Patchett

Jean Patchett é um dos rostos definitivos dos anos 1950.

E talvez a mais definitiva de suas imagens seja o close – boca vermelha, olhos delineados, sobrancelha arqueada, pele branca, pinta verdadeira – tirado por Erwin Blumfeld para a capa de Vogue de 01jan1950.

"The Doe Eyes" é o nome do close gráfico, à moda do teatro Kabuki, que Blumfeld fez de Planchett

A cara da década Dior.


Irving Penn e Jean Patchett entraram para a história da foto de moda com esta imagem: um clique espontâneo da modelo entre fotos, mordendo o colar de pérolas, num café em Lima, Peru, virou o shot publicado pela Vogue em 15fev1949.



No leilão da Christie's, de 2007, o catálogo dizia:
"Esta fotografia marca uma virada na fotografia de moda em Vogue porque mostra as roupas, sem pose, num cenário real. É resultado do esforço do diretor de arte Alexander Liberman de "empurrar" Irving Penn para trabalhar em Lima, Peru, longe do seu estúdio em Manhattan.

A modelo, Jean Patchett, lembra: "Voamos 3 200 milhas e, quando chegamos, Sr. Penn não usou a câmera por uma semana. Comecei a ficar ansiosa. Todo dia eu acordava, me arrumava e ele nunca tirava uma foto.

Um dia encontramos esse café e havia um moço sentado à minha frente. Eu estava ficando frustrada. Fiquei ali, pensei "dane-se", comecei a mexer nas pérolas e tirei os sapatos porque meus pés doíam. Ele disse: "Pare!". (Angeletti and Oliva, In Vogue, Rizzoli, 2006, p. 147.)"

Dali para frente, escreveu Cathy Horyn no NYT, Irving Penn sempre proporia um enredo – encontrar o amante no teatro, por exemplo – e à medida em que Jean Patchett esticava seu pescoço longo como que à procura do namorado.

Patchett morreu em 22 de janeiro de 2002, aos 75 anos, em la Quinta, Califórnia.



Nina Leen fotografa Jean Patchett para um editorial de moda barata usada com roupas caras, Life, 1949: hi-lo há 50 anos. (o biquíni é feito de lenços amarrados – dedicado a minha amiga juju)



Na Vogue de 15maio1950, John Rawling fotografa Jean Patchett entre cravos para celebrar a primavera.


Jean Patchett por Horst P. Horst para a Vogue (2dez1955)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

FOREVER GIRLS Babe Paley


Babe Paley no seu chalé em Round Hill, Jamaica. Foto de Slim Aarons.


Se você amarra seu lenço na bolsa e acha que a moda começou ontem, tsc, tsc, tsc.

Foi Barbara Cushing Mortimer Paley que, na década de 1950, deu a idéia. E, com os olhos todos sobre ela, claro que a idéia só podia ser copiada. Ad eternum.

Ex-editora de moda da Vogue América, Babe deixou (Stanley) Mortimer, da Standard Oil, por William Paley, da indústria do entretenimento. E não podia ter acertado mais. Os Paley, garantem os amigos, recebiam como ninguém, fosse no pied-à-terre em Paris, na fazenda ou na 'Riviera americana' em Long Island.

O segredo inspirador? A dose certa de informalidade e de perfeição.

Babe recebia os amigos de calças (!), até então um peça de roupa ultraesportiva. Jamais social. E nunca, jamais, em tempo algum, parecia descabelada, sem maquiagem, amassada (nem mesmo em passeios de barco. Ela parecia imune à maresia).

Amigos como Truman Capote diziam que "seu único defeito era ser perfeita. Fora isso, ela é perfeita".