sexta-feira, 19 de setembro de 2008

BELEZA PURA pretinhos básicos + vestido jóia


Keira Knightley, première de The Duchess, 10set

Zero jóias, zero tudo. Só um vestido alta costura Chanel, fall 2008, de cetim de seda bordado nos ombros e uma bela maquiagem.

Bacanérrimo o retorno do bordado como jóia, um recurso bastante usado no começo do século passado e extinto nos anos 1990. Muda o pretinho básico e não requer muita coisa além de um belo rosto bem acabado com make.

Kate Lee, a maquiadora de Keira para a première, focou justamente nos bordados dos ombros para desenhar os olhos. "Quando vi o detalhe diamanté, achei que era perfeito para usar as sombras (CHANEL Quadra Eye Shadow in Smoky Eye)."

Dica de Kate: comece com uma linha bem fina de delineador (CHANEL Professional Eyeliner Duo in Noir-Lamé) bem perto dos cílios. Nas pálpebras, use sombra bege rosada (CHANEL Highlighter Face Pen in Beige Rosé). Nos cílios inferiores, use um lápis preto (CHANEL Intense Eye Pencil in Noir) esfumado com um pincel pequeno. Depois, use a sombra negra para definir a linha dos cílios superiores. Para finalizar, muita máscara (Exceptionnel de CHANEL Mascara in Smoky Noir) negra.


(foto: courtesy of Chanel)

LONGA VIDA jaqueta Sgt. Peppers

Chris Benz é um dos nomes 'novos' da semana de moda de NY. Isso quer dizer que ele entrou para a cena comercial, para o mercadão. Eu tenho prestado muita atenção nele porque ele domina uma coisa dificilérrima na moda - a mistura de cores. É dom de berço. Você pode até vir a aprender uma certa técnica, mas ir além é coisa para quem tem o talento na programação dnasística.

Pós-prefácio, ao que interessa: existem peças e peças. A saber, aquelas em que a gente investe pouco para queimar numa estação; aquelas em que se investe para queimar uma vida inteira.

E usar uma vida não quer dizer usar do mesmo jeito, como se o look fosse um carimbo.

Tudo na vida é imaginação. E, para uma peça longa vida, há sempre um novo jeito de style a cada temporada.

Na estréia dessa seçãozinha, faço uma homenagem à minha amiga LouLou, que, uma pena, não nasceu no fins dos anos 1940 para ser mocinha e groupie dos Beatles nos 1960s.

Ela passou agora por Londres e fez a fotinho cruzando a Abbey Road (não resistiu, né?). E tem uma jaqueta à moda Sgt. Peppers. Na real, uma jaqueta militar do século 18.

É um superinvestimento. Para vestir a vida toda, há séculos!

E, na próxima estação, desse jeito:


Chris Benz, spring 2009, NY

Fofa no lugar do paletó, sobre blusa extrafem. Dá até para trabalhar. A LouLou não vai assim nem pensar - é viciada em pantalonas e Converse. Mas você pode. E moi aussi! A minha já vai sair com sandália de salto assim que a temp aliviar os calafrios.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

COMO SAIR ÀS RUAS COM ESTILO acerto de compras


Foto de Richard Avedon para Harper's Bazaar, anos 1950, em exposição até o dia 27 de setembro no Jeu de Paume (1 Place de la Concorde, Paris): você pode pular com essa classe e essa felicidade se fizer as pazes com o shopping.

Você já leu as manchetes do dia? Bancos vão se juntar para uma ação coordenada contra a crise... Esses tempos - justo agora na hora de abastecer o closet para o verão - não estão para erro na hora de comprar. Estão mais para acerto de compras. Investir só no que você vai de fato usar e jamais sucumbir ao faniquito da compra por impulso.

Antes de entregar o cartão de crédito por aí, leia esse manual de prevenção da tragédia do shopping (os exemplos são dramáticos e caricaturais, but you get the picture).

Enfim, os maiores erros de estilo, adivinhe?, são cometidos nesse momento crucial da vida: você baixando as araras atrás de uma peça. Não use seu cartão de crédito em vão. Faça dele seu melhor amigo.

As síndromes e seus remédios:

1. COMPRA CHAPADA: alguma sinapse errada acontece e você arremata um par de luvas lamê dourado. Talvez você tenha exagerado no Campari Splash na noite anterior e se imaginou com uma taça na mão enluvada à moda de Gilda. O torpor passa, mas a sacola fica. E o conteúdo não tem nada a ver com você. Que fazer?
Remédio: Se você recobrar os sentidos em tempo, corra para a loja e tente a troca - solução mais óbvia. Mas é comum a fantasia-Gilda demorar para passar. Das duas, uma: ou você revende para um brechó ou repassa para uma amiga que segura as luvas no look.

2. COMPRA DO HEMISFÉRIO NORTE: se você vive do lado de baixo do Equador - e só vai no inverno para o lado de cima se for esquiar -, por que investir no 25* mantô? Mesmo quem mora no Região Sul não precisa acumular zilhões de peças térmicas. Páre de se imaginar numa cena de comédia romântica sob a neve de Estocolmo. E sintonize seu termômetro na temperatura do seu CEP.
Remédio: Liberte-se da lenda de que o inverno é a estação mais chic do planeta, especialmente num planeta cujas temperaturas não param de subir. Pare de acreditar que todo mundo parece mais chic no inverno. Isso é pensamento tupiniquim, deslumbramento com o alheio. Verão pode ser chiquérrimo também - desde que você invista na arte de se vestir bem na altas temperaturas. Concentre seus esforços e investimentos em tornar a paisagem tropical ainda mais bonita.

3. COMPRA DO ESPELHO TURVO: você é um bom tamanho M e insiste em comprar o P ou o G, de acordo com o estoque disponível daquela peça. Ou você acredita na palavra de uma certa vendedora que jura que você não parece um fiambre numa calça visivelmente pequena para seu tamanho. Ou tem uma imagem tão distorcida do corpo que acha que tem que esconder as curvas com um suéter que cabe no King Kong.
Remédio: saia da sala de espelhos mágicos e se concentre no reflexo real da sua imagem. Se você se acostumou a pensar que é um tamanho 48, entre no provador e veja o efeito da peça 38 no seu corpo. E não escute vendedoras ou amigas com coração grande, que preferem 1) vender a peça e 2) contar uma mentirinha branca para deixar você feliz com a saia-lápis 34!

4. COMPRA DO TÚNEL DO TEMPO: Você tem 40 e, mesmo que tenha as pernas de Sharon Stone, acha que tudo bem usar uma microssaia de babados pink - por sinal bem parecida com aquela que você usou aos 12 anos. Ou você tem corpo de 20, alma de 60 e closet de 80? Fato é que não consegue simplesmente ser uma pessoa de 30 com cabeça de 30 num corpo de 30. Mon dieu!
Remédio:
faça as pazes com o relógio biológico e respeite as regras do jogo da moda para sua idade. Ou você tem planos de se tornar aquela mulher que, de costas, com o corpo malhado, cabelos longos cacheados, vestido curto e justo, é uma uva; de frente, parece uma passa! (queridas, a gente só promete o que pode cumprir).

5. COMPRA DO ECO: Mais um escarpim de bico fino? Mais um suéter de gola V preto? Mais uma skinny cinza? Quantas irmãs gêmeas você tem?
Remédio: é muito confortável fazer compras no piloto automático. Você sabe o que funciona, pega na prateleira e vai direto ao caixa - sem pit stop no provador. Ok quando se trata de repor uma peça clássica do closet, mas não ok quando isso vira o seu shopping operandi. É como comer feijão-com-arroz todo dia. Você nunca vai variar o cardápio? Comece já e saia do mesmo, da zona do tédio visual.

6. COMPRA DO RG TROCADO: Manolos iguais aos da sua melhor amiga. Colar igual ao da top model na festa do MET. Saia igual a da colega de trabalho. Look total igual ao da Kate Moss. Tudo bem você gostar de uma peça e comprar idêntica, mas quando suas compras se pautam apenas pelo gosto alheio trata-se de um caso "mulher solteira procura".
Remédio: corra para o achados&perdidos atrás da sua identidade. E mesmo que a compra seja igual, expresse sua personalidade própria no jeito de usá-la. Cada um tem o seu...

Remediar é possível, mas a prevenção funciona e serve para todos os casos:

1. Faça uma shopping list,
2. Não saia às compras com fome (de estilo) para não sucumbir à bolachinha de chocolate (vulgo o terceiro escarpim verde-ácido - quem precisa da caloria extra?),
3. Experimente tudo e sempre e,
4. Em caso de emergência, ligue para uma amiga centrada, menos consumista, para ela acalmar você ainda no provador (no meu caso, a Camila, mas eu não sei o que fazer quando ela lançar as jóias Camila Sarpi para Isabella Giobbi na semana que vem. Ah, é bom dizer que a Camila faz seu acerto de compras assim: além das prefs por aqui, "concentro todo o consumismo de um ano em 10 dias em NY, vc ficaria orgulhosa de ver a quantidade de sacolas!! dói o ante-braço, faz aquelas marquinhas vermelhas na pele...").

Enfim, só saia da loja com o necessário e o extraordinário que é demais!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

É NOVO! óculos geek chic


Jim Moore e Madeline Weeks na primeira fila, NYC

Diretor criativo da GQ, Jim Moore tem insistido muito no valor do hi&lo.

“You have to do it with something that’s a little higher end, like a good pair of shoes, or putting an extra $50 into tailoring it right,” disse, para o NYT em maio deste ano.

Aqui, ele aparece com Madeline Weeks, diretora de moda da mesma revista. Jim usa aqueles óculos com aro 70s, parece filme da época, uma tendência que eu não sei localizar, mas faz vários modernos enxergarem mais longe.

Consultei o Jorge Wakabara, do blog Caminho Dourado e da abril.com, que usa algo parecido.

Tecla, seu Jorge:
"na minha opinião é uma coisa geek misturada com indie que eu chamo hipster, mas tem gente que odeia chamar de hipster pq diz que é pejorativo e tem gente tb que diz que o "hipster" morreu, teve até um artigo na Gawker, acho, sobre isso hahaha
ai, tanto nome que a gente se perde, né? (...) é a moda Betty a Feia HAHAHA"

Mas não é que na Madeline deu justo contrário? Nunca tinha visto esse par geek-indie-hipster-Betty-a-feia em moças que não estivessem de black drainpipes e Converse, com cabelo mullets, vestidas iguais aos meninos (que o Jorge me disse que é o gênero meninE - nem A nem O).

Ela, fina, de vestido hi, com um óculos lo investment que muda tudo. Aprendeu com Jim!

(foto: style.com)

COMO SAIR ÀS RUAS COM ESTILO barra da calça

Há muitos jeitos de julgar uma pessoa pela aparência e, bonito ou não, essa está longe de ser a questão (diz o ditado em inglês que não se deve julgar o livro pela capa, mas Oscar Wilde decretou "It is only shallow people who do not judge by appearances". Concordo com ele, mas nada é regra nessa vida. Outro dia julguei um vinho tinto pelo rótulo e o conteúdo era infinitamente inferior à embalagem).

Julgada ou não, ninguém precisa tropeçar em erros básicos. Feito o do comprimento da barra da calça. Ainda mais agora com a pisada firme dos sapatos arquitetônicos e suas plataformas de dar tontura (Manolo Blahnik já declarou que detesta, mas as mulheres estão com peso nos pés. É fato).

Não dá para pegar a calça que você usou com as sapatilhas ou com a sandália fina e achar que o final vai ser feliz com o novo par.

Então, ponto pacífico: um centímetro acima do chão, boa cobertura do salto, como ensina essa simpática foto:


Tuleh, spring 2009

Fim da questão.

Megaresumo de NYC spring 2009

O que foi fresh, fresh:
- 60s: retorno da década à moda Bardot.
- lamê e metalizados em geral, inclusive lurex e paetês
- paletó masculino: reto e cobrindo os quadris
- saia longa: para qualquer hora e compromisso
- calça curta: forma cocoon e comprimento na altura do ossinho do tornozelo - daí para cima sem virar bermuda.
- cenoura e cinza: cores novas
- batom off vermelho: aplicado com a ponta dos dedos para ficar menos uau!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

NA DÚVIDA look do estilista, NY, spring 2009

Você já ouviu que as roupas são seu cartão de visita. E se, depois de um desfile ótimo, o estilista escorrega no look final - justo aquele que ele mesmo veste para os agradecimentos finais na passarela? Isto posto...


Laura Poretzky, Abaeté



Lubov Azria, BCBG Max Azria (Max é o marido)



Lubov Azria, Max Azria



Lubov Azria, Hervé Léger



Behnaz Sarafpour, Behnaz Sarafpour



Carolina Herrera, Carolina Herrera



Donna Karan, Donna Karan



Doo.Ri Chung, Doo.Ri



Erin Fetherson, Erin Fetherson



Lela Rose, Lela Rose



Maria Conejo, Zero Maria Conejo



Miho Aoki, United Bamboo



Sari Gueron, Sari Gueron



Tracey Reese, Tracey Reese



Vera Wang, Vera Wang


E, CLARO...


Marc Jacobs, Marc Jacobs



Marc Jacobs, Marc by Marc Jacobs

MÁXIMA DO DIA por Isaac Mizrahi

eu sei que os tempos são negros (nossa, se alguém viu o programa Conta Corrente do GNT ontem... o Vidor falando "salve-se quem puder"), mas - e talvez por isso mesmo...

"Color is the most important luxury in a woman's life."

Maxi & leves

Uma técnica sententona vem bem a calhar agora que as jóias setentonas estão de volta: eletroformação, um jeito industrial de criar peças de ouro gigantes e leves porque absolutamente ocas. Os acabamentos são arredondados e perfeitos, sem emendas. "Como se usa menos metal, a peça fica ao mesmo tempo confortável e mais acessível", diz Priscila Arícia Neto, uma das designers da Mirandouro - indústria de São Paulo que domina a técnica e faz para vários joalheiros pulseiras de correntes, especialidade da casa, e brincos como este.





Onde encontrar: Coliseu (51 3224 8700), Fratina (11 3081 5864), Garimpo (13 3284 2485), Goldesign Raquel Machado (92 3637 6492), Julio Okubo (11 5181 2157), Lulean (21 2111 9884), Marcos Jóis (18 3222 7725), Rodini (16 3911 3970), Viccenza (41 3027 8133)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A SEMANA COM Raquel Davidowicz - dia 5

Enquanto Roberto foi a Tóquio a negócios, Raquel Davidowicz ficou em SP bolando o próximo inverno da marca do casal, a UMA.



Raquel Davidowicz, estilista
São Paulo, 20h, antes de ir para o cinema

Usa: Calça, camiseta e sapatos? UMA. Relógio? Cartier. Perfume? Comme des Garçons.
qual a melhor idéia do look? Misturar peças de diversas coleções com sapato branco, que quebrou o total look preto.

domingo, 14 de setembro de 2008

MÁXIMA DO DIA por Honoré de Balzac

"La mode, c' est l'opinion en matière de costume."

A TEORIA do back to basics

Outro dia eu estava conversando com meu maridinho over uma xícara de porcelana chinesa de café forte - daqueles bem pretos. Ele sempre reclama das roupas masculinas, como é difícil encontrar algo que não tenha as formas ditadas pela, como ele diz em cacófato, estética gay. Por isso ele quer dizer tudo justo, modelagem feita como vitrine de músculos e tal. Não é uma implicância com o gênero gay, mas um desconforto pela falta de opção. O que ele veste se não quer vitrinar os músculos?

Mostrei para ele as idéias de Véronique Nichanian para o masculino da Hermès. Há algum tempo a moça tem insistido que é possível ser chic&criativo apostando nos clássicos. Sem ser conservador, careta, entediante. O verão 2009, por exemplo, se faz numa sucessão de combinações de cores frias. Basicamente os mais variados tons de cinza (ocre, azul, asfalto, esverdeado, chumbo) misturados com bege, azul apagado, um ou outro verde-água e acesos por um lenço com o indefectível laranja-Hermès amarrado no pescoço. É tudo muito simples, bem cortado e a beleza mora justamente na alfaiataria fina e na mistura pouco óbvia de cores (ela inclusive quebra a regra de que a gravata deve sempre ser mais escura do que a camisa, desobediência modal pura, com efeito de classe. é para poucos, mas quando alguém rompe com sucesso uma desses dogmas do bem-vestir me dá um alívio, uma sensação boa demais de anticonformismo para o melhor da humanidade).

Não sou expert em moda masculina. Tenho gosto, é claro, sei ver se é bacana ou não. Mas isso é empírico, não reflete conhecimento de causa. Para falar a verdade, nunca tinha me dado ao trabalho sequer de olhar os desfiles do sexo oposto. Minha perspectiva é sempre cor-de-rosa, do sexo que impulsiona a moda. Minha tendência era acreditar que a moda masculina era uma contradição em termos, um vazio de notícias, uma sucessão de blás que nada tinha para oferecer ao guarda-roupa feminino (a não ser as pecas que a gente 'rouba' feliz para dar uma sacudida na ditadura da visão mulher = vestido + babado + flor + seda).

Mas nessa estacão alguma coisa aconteceu. O masculino de repente tinha alguma coisa a me ensinar, ou a me oferecer, além de um belo paletó risca-de-giz para eu usar com jeans flare de dia e sobre vestido de renda à noite. Um pouco cansada da piração, da fantasia, que é a moda feminina - às vezes o fetiche de uma peça (ah, eu quero ter, ai, que lindo, você sabe...) consegue ter mais valor do que a peça em si - percebi que a moda masculina me (nos) faz o favor imenso de nos lembrar que moda é, antes de tudo, roupa. E que não dá para perder a perspectiva da qualidade, do que é bom, bonito e útil.

Essa sensação vem justo no momento em que as passarelas lá fora refletem a recessão econômica no hermisfério norte. O que uma coisa tem a ver com outra é bem simples: se a economia vai mal, designers tendem a propor estilos mais atemporais. A realidade os faz focar - em pecas que façam as mulheres gastar mesmo que o dinheiro seja curto (ternos pretos, um bom pretinho básico..). Mas foco, como disse Alber Elbaz - estilista que, como quem não quer nada, vem ditando cada vez mais o mood da moda -, "a realidade da vida faz você pensar no que é qualidade, em quais roupas tornam a mulher o centro das atenções e não o contrário." Alguém pode levantar que o Brasil tem mais milionários do que Rússia e Índia (nossos parceiros, junto com a China, no BRIC, um acrônimo cunhado pelo economista Jim O' Neill, do grupo Goldman Sachs, para designar as economias emergentes). E quem se importa com a recessão lá fora se nunca se gastou tanto no mercado de luxo aqui dentro (nem no KA ou no frango nosso de cada dia)? Bom, da última vez que chequei ainda é a moda de fora que manda as tendências para nos vestir. E se lá fora a coisa está preta, literalmente falando, pode contar que isso vai ser expresso nos pretinhos básicos por aqui.

Ademais, não acho nada mal a gente voltar para os básicos. Revisados, sem dúvida, com novas formas, comprimentos, volumes. Também não acho nada mal voltarmos para o pensamento básico: a roupa é boa, tem bom corte, bom tecido, bom custo-benefício? Mas não acho que a gente consiga pensar com essa cabeça masculina o tempo todo, graças aos deuses. Nessas horas, Elbaz mostra porque tem entendido como ninguém os tempos atuais e expressado isso num luxo, por falta de palavra melhor, moderno. O estilista da Lanvin tem passado o passado a limpo com roupas que ele detesta chamar de 'clássicas" - porque o termo parece resumir algo que envelheceu e ficou feio - mas que, também por falta de palavra melhor, são de fato clássicas. Não tem 'invencionice'. Só beleza, criatividade, corte e costura. E um jeito feminino de escapar da realidade: bijoux gigantes, sempre, desde que que ele estreou na Lanvin na virada do milênio.

É exatamente como o café do começo desse texto. O pretinho é forte e cheio de personalidade e pode ser tomado (usado) uma vida que não cansa nem envelhece. Mas o que dá o sabor - e, no caso da moda, a sensação de novidade – é a xícara de porcelana chinesa que embala (decora) tudo. Exatamente como o colar déco sobre o look total black Lanvin.


Lanvin, inverno 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A SEMANA COM Raquel Davidowicz - dia 4

Enquanto Roberto foi a Tóquio a negócios, Raquel Davidowicz ficou em SP bolando o próximo inverno da marca do casal, a UMA.



Raquel Davidowicz, estilista
Sâo Paulo, 20h, em casa, de saída para um jantar

Usa: Vestido? UMA. Pulseira? Baccarat. Sapatos? Y'3. Bolsa? Prada.
Qual a melhor idéia do look? "Um vestido bem prático cara noite e sapato com ar chic esportivo. Perfeito para um jantar mais formal!"

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mix and not match...

...e já que estamos falando da volta com glamour do piling up de acessórios, não pude deixar de notar a major change na publicidade da Tiffany & Co. Os anúncios saíram nas revistas inter de setembro. Não sei se vão ser veiculados por aqui,mas se você quiser ver, pode passar numa loja Tiffany e pegar o catálogo-tablóide.

Não acredito que em 171 anos de história a joalheria americana tenha vendido estilo antes de vender as peças. O fetiche pela blue box e pelo anel ou colar ou bracelete fotografado em still era sempre mais importante. Nos últimos tempos, as modelos apareciam com um vestido turquesa só para evocar a caixinha.

(Pedi para as meninas da Tiffany me mandarem as fotos dos anúncios, mas a política da joalheria não é a de divulgar os ads. Não gosto de nada mambembe, por isso demorei semanas para postar isso. Fiquei no dilema: devo ou não fazer fotinhos caseiras? No fim, resolvi fazer porque vale a pena ver as misturas - e a vitória das misturas. Enfim, ei-las).


A Shalom Harlow é uma das mulheres mais lindas do planeta. E essa é a minha mistura predileta.
As peças e os preços:
Na mão com as luvinhas brancas:
- Anel de diamante de 4,15 k e platina, R$ 1 599 000: talvez você não compre, mas pode copiar a idéia de usar um solitário à moda vintage no dedo indicador. Fresh!
- Pulseira Atlas de ouro, R$ 22 780: os numerais romanos ficam gráficos e clássicos ao mesmo tempo.
- Pulseira Jean Schlumberger de ouro e esmalte, R$ 96 000: favorita de Jackie Kennedy.
- Pulseira Somerset de ouro, R$ 15 550: malha nunca sai de moda.
- Pulseira Metro de diamantes e ouro, R$ 25 405: argola fina!
- Pulseria Signature de prata e esmalte, R$ 2 630: além do branco, vem em rosa, preto, prata ou turquesa-Tiffany.

Na mão na cintura: o bacana é fazer anéis colecionáveis, uma idéia que vem rolando nas pulseiras há duas estações e continua na próxima
- Anel Atlas de ouro, R$ 4 270
- Anel Jean Schlumberger de diamantes e platina, R$ 30 005
- Anel Atlas de ouro, R$ 5 040
- Anel Somerset de ouro, R$ 2 190



Lily Cole, hipinha. Ótimo porque ela é green total.

- Broche em forma de borboleta Jean Schlumberger de ouro, platina, ametista e turquesa, R$ 147 000: superidéia de prender o broche no lenço. O que era vovó fica mocinha - broche é coisa difícil de usar.
- Colar Blossom de diamantes e platina, R$ 116 000: delicado e um dos raros jeitos em que o diamante fica jovem e diurno.
- Colar com pingente Peace de diamantes e platina, R$ 17 195: paz, amor e apego - isso sim é neohippie.
- Relicário em forma de coração com corrente de contas de prata, R$ 1 645: bela idéia de presente.
- Colar de contas de prata, R$ 4 270: o sautoir de bolinhas de prata é substituto moderninho para as pérolas clássicas.
- Cocktail ring de ametista e prata, R$ 3 505: eterno.




- Anéis Sugar Stacks, Paloma Picasso, de ouro: pequeno, com ametista, R$ 4 600; pequeno, com peridoto, R$ 5 585; calcedônia laranja, R$ 4 270; grande, de rubelita, R$ 24 095; grande, de quartzo amarelo, R$ 6 240: é bárbara a idéia de empilhar anéis de pedrinhas coloridas.
- Medalhão Zellige de ouro e corda de seda, Paloma Picasso. "Não temos preços dessa nova coleção ainda", informa Analucia Carrascosa, da Tiffany Cidade Jardim.
- Colar Zellige de prata e esmalte, Paloma Picasso.
- Bracelete Zellige de ouro, Paloma Picasso.
- Anel Zellige de ouro, Paloma Picasso.

"Pegamos os ícones da marca e mostramos a arte de colocá-los juntos - é um convite á diversão de misturar metais, texturas e formas que ilumina o inverno com glamour e carisma", explica James Freeman, gerente de relações-públicas da Tiffany para a América Latina.

Quem fez isso foi Jennifer Rade, the Wicked Witch of the Wardobre. Ela é stylist de Angelina Jolie (o que, para mim, diz apenas que Angelina talvez seja difícil de style up). Em dez anos de carreira, talvez a campanha "Some Style is Legendary", da Tiffany, seja sua melhor credencial. "Quando penso na moda de Nova York, penso em Brooke Astor, Studio 54 e Bianca Jagger, Katherine Hepburn em um terno de calça ou a cena no Long Island Club", disse no desfile na Quinta Avenida, paraíso da Bonequinha de Luxo. De idéia em idéia sobre Nova York, Jen releu épocas e mostra como as jóias podem ser usadas no dia-a-dia. É uma tecla em que as joalheiras tradicionais vêm batendo - não há nada mais contemporâneo (e antigo!) do que fazer da jóia a melhor amiga de uma mulher...

Cenas do desfile da Quinta Avenida, com (quase) everyday women...






Os broches vêm de arquivos da Tiffany: o retorno do antigo - tendência total na jóia atual.




Jennifer Rade: olha o pretinho básico levantado por jóias. Mais sobre o tema no post acima, A TEORIA do back to basics ...

A SEMANA COM Raquel Davidowicz - dia 3

Enquanto Roberto foi a Tóquio a negócios, Raquel Davidowicz ficou em SP bolando o próximo inverno da marca do casal, a UMA.



Raquel Davidowicz, estilista
São Paulo, 16h, no showroom se preparando um desfile para Brasília.


Usa: Vestido? De tricoline plissada, UMA. Camisa? De tricoline, UMA. Botas? Prada.
Qual a melhor idéia do look? Combina peças de verão, novinhas, com acervo de inverno, uma ótima idéia para entrar na nova estação mesmo que a temperatura não ajude bastante.

BELEZA PURA o novo acessório

Não estou superexcited com os desfiles de Nova York. Só com Marc Jacobs. Mas considerando a quantidade de braceletes nos braços e o tanto de sandálias de impacto nas passarelas, já imagino que os novos acessórios da moda vão ser os pés e as mãos. Ou melhor, as unhas. Você sabe como funciona: num segundo, a pessoa olha seu mix and not match de pulseiras e, no segundo seguinte, se as suas unhas estiverem um desastre, babau fashion effort. Idem com as sandalinhas: coloque um par de macramê de Mr. Jacobs e experimente estar com o pé atrasado. Por que gastar quatro dígitos se você não investe 35 reais na unha casada (hilária esse expressão do universo dos salões de beleza)?

(chequem a publicidade - unhas bem-feitas ajudam a vender o acessório).

Conversando com Colleen O´keefe, da CDN - uma das marcas de esmalte que mais pinta unhas nos backstages de NY - fica claro que vale tudo se o assunto é cor, mas o mais importante é o acabamento.

As dicas de O´keefe para uma superfície smooth:

"Vire o vidro de esmalte de ponta cabeça e role entre as palmas da mão para misturar o líquido. O calor das mãos ajuda a afinar a cor para melhor distribuição sobre as unhas e a prevenir bolhas (que ocorrem se você sacudir o esmalte). Para melhores resultados, depois de aplicar uma camada de base com o pincel paralelo à unha, passe duas camadas de esmalte."

Dizem que o teste de acabamento é o dourado, a cor mais difícil de deixar uniforme. Mas é bom treinar os nudes - o novo Rosé, da Colorama (2 reais), é um drama para ficar homogêneo. Só que é a cor mais bacana para valorizar os tons saturados das sandálias e não brigar com as pulseiras do desfile de Jacobs.




Marc Jacobs, spring 2009

MÁXIMA DO DIA por Michael Roberts





"The fashion world, it´s often said,
has wasted space inside its head,
and when it comes to introspection,
prefers a mirror for reflection."

Essa é uma das alfinetadas de Fashion Victims: The Catty Catalogue of Stylish Casualties, From A to Z (Collins Design), fresquinho fresquinho da mesa de Michael Roberts, editor de moda da Vanity Fair, ex-New Yorker, e um artista gráfico e tanto (as colagens são uma das melhores coisas que aconteceram na ilustração de moda nos últimos anos).

Ah, sim, ele é bem Brasil também. Já fez direção de arte para catálogo da Lenny Niemeyer e passeia sempre pela Daslu.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A SEMANA COM Raquel Davidowicz - dia 2

Enquanto Roberto foi a Tóquio a negócios, Raquel Davidowicz ficou em SP bolando o próximo inverno da marca do casal, a UMA.



Raquel Davidowicz, estilista
São Paulo, sala de provas, às 18h.

"Como esfriou bastante estou de meia-estação", diz.

Usa: Calça? "Estilo namorado ou baggy repaginada" da minha coleção de verão deste ano. Blazer? Vintage de veludo comprado em Paris. Camiseta? Estilo underwear de algodao canelado, UMA. Colar? De corrente com alfinetes, UMA. Tênis? Converse de couro. Make up? MAC.

Qual a melhor idéia do look? Usar a calça com novo shape misturada com alfaiataria e tênis esportivo.

MARGARIDICES DAS MARGARIDINHAS vintage for sale

Bom, a Mika me ligou e, moça fina que é, me lembrou que temos uma roda de moças finas que constantemente renovam o armário e fazem bazares, escambos fashion ou vendinhas simbólicas. "Por que não fazer no c´est Sissi bon"?, ela sugeriu. Bazar vitual com dica de moda, acho que poderia ser bacana.

Espaço aberto, desde que a peça seja digna de margaridinhas de fino trato. Você tem vintage para fazer outra pessoa feliz? Email me: sissiesmanhotto@gmail.com

Eu começo com dor no coração com as sandálias que devem fazer outra flower power girl feliz (veja na barra à direita). O Cavalli propôs assim:




Roberto Cavalli, spring 2008

BELEZA PURA novo Chanel

Então na segunda-feira, dia 15 de setembro, começam em Paris as filmagens de Coco avant Chanel. Audrey Tatou é Coco antes de Chanel e Karl Lagerfeld é o responsável pelos looks, bien sûr. Esperem um novo Chanel-craze com tudo o que ela inventou de novo na modíssima.



Derek Lam, na semana de moda de Nova York, já antecipou a tendência. Embora nos últimos tempos o estilista tenha sido um dos desfiles mais colírio do Bryant Park, justo quando ele vai reeditar a figura Chanel a coisa fica preta. Bem, sem ser pretinha básica. Lam tem tentado entender, como ele disse a Nicole Phelps, ex-ELLE US atual style.com, "o que faz Chanel, mais do que qualquer pessoa, parecer tão contemporânea". Ele ensaia uma resposta: "Acho que é porque ela era natural".

Para mim, ela parece contemporânea porque ainda não fomos capazes de superá-la. Somos velhos. O que ela inventou ainda atende nossas necessidades básicas - ainda que o mundo contemporâneo seja bem mais complexo do que o mundo moderno (talvez seja reducionismo demais; melhor dizer 'muito diferente'). Com sua moda ecovegan, Stella McCartney me parece o que há de mais contemporâneo na moda hoje. Esteticamente é mais do mesmo (e quem é diferente disso?), mas pelo menos ela traz na roupa uma preocupação que é legitimamente da nossa época.

Anyways, dizer que Chanel parece do nosso tempo não faz dela mais moderna, não aumenta o seu valor. Para mim, só diz que nesse comecinho de século 21 ainda somo começo do século 20 - somos passé composé.

Falta uma (um) nova (o) Chanel na nossa vida. Capaz que ela(e) apareça nas próximas duas décadas. Em 1908 - há cem anos - Chanel era Gabrielle antes de ser Coco e não tinha nem a 'lujinha' de chapéus com etiqueta Chanel Mode ainda. A butique só é aberta em 1913 - então talvez estejamos a cinco anos anos de uma revolução.

Enquanto isso, a melhor idéia de Lam foi fazer um corte Chanel pastiche. São lindos os cabelos divididos na lateral, com uma franja solta e outro lado bem zerado na cabeça.


Derek Lam, spring 2009

Para quem tem cabelos compridos, é possível sim ser Chanel. Veja na fotinho como ele camufla/embute as mechas longas num pseudocoque, por ironia, um rolinho fin de siècle (19, claro).


Derek Lam, spring 2009

Se não somos novos, podemos pelo menos nos divertir com a moda. Temos um século inteiro de idéias, que começa com a geração Poiret-Vionnet e termina com o grunge, para misturar. Por que não um Chanel a belle époque?

10 MANDAMENTOS DE ESTILO com Lila Colzani


Lila Colzani, ex-Colcci, atual Stereo

Das contas em dia às compras bem pensadas, o que faz uma moça ser fina para a estilista.

1. BON JOUR! Ter boa educação - não adianta ter um guarda-roupa maravilhoso e ser grossa.

2. NO AZUL Pagar as contas em dia. Não ter dívidas.

3. ME, MYSELF & I Gostar de si mesma de corpo e de mente.

4. LEI DA COMPENSAÇÃO Saber explorar o que há de mais bonito no seu corpo.

5. LEI DA COMPENSAÇÃO - PARTE 2 Saber reconhecer os limites do seu corpo - o que não vai funcionar nele.

6. FARO FINO Saber compras boas peças, aquelas estratégicas, que valem ser mais caras. Investir no que é bom e pensar no uso presente e futuro da peça. Em outas palavras, entrar na Chanel e comprar uma saia sem culpa.

7. VÍTIMA DA MODA Não se deixar escravizar por uma marca ou por tendências.

8. MINA DE OURO Saber garimpar o que há de melhor numa marca.

9. SE DIVERTIR Não levar a moda tão a sério. Repita: "eu consigo viver sem ela".

10. INSPIRE, EXPIRE Não comprar por impulso

terça-feira, 9 de setembro de 2008

COMO SAIR ÀS RUAS COM ESTILO black-tie conexão Rio-NYC

Oi Sissi,

Tudo bem?

Preciso de umas dicas suas. Tenho um casamento no Copacabana Palace em setembro e outro em NY em Dezembro. Gostaria de comprar um vestido que cabe tanto pro Rio de Janeiro, quanto pra NY. As duas sao black-tie. Entendo que tenue de soirée aqui no Brasil é completamente diferente do que lá, massssss ... vamos lá, né?

Agora vamos aos meus gosto: quero algo com estrutura, panos mais durinhos ou em formato A (godê, evasê), pois estou fora do peso e não quero nada marcando.

Onde em SP posso achar esse vestido? Pensei em alugar, mas não tem como, já que vou pra NY e nao tenho como entregá-lo rápido.

Vou te mandar uns vestidos que acho bacana, pra vc entender o clima.

Será que vc tem alguma dica pra me dar?

beijos e obrigada,

Dani


Flower power,

Pelas refs (longos tomara-que-caia Balmain, caftã e longo com decote tipo regata estampados, e longos de linha império) que você mandou é claro que não tem questões de modelagem.

O mais difícil vai ser conciliar um vestido que sirva ao mesmo tempo para o calor e a informalidade carioca e para o inverno e a fashion-oriented Nova York.

Mas antes de eu chegar aos vestidos, deixa eu dizer o seguinte. A linha império é linda e romântica (você leu Jane Austen, sabe que é o figurino para suspirar, não?), mas me passa demais a impressão de que você está desconfortável com seu novo peso. A saia que cai a partir da linha dos seios, se mal usada (e é bem fácil usar errado), pode dar um efeito de roupinha de botijão de gás: um pano bobo, sem corte, feito para esconder o volume por baixo dele.

Então, vou considerar o seguinte na minha escolha:
1) o básico: corpo, cabelo, cor de pele
2) a moda: entre o que vale agora, o que vale para você
3) o seu gosto: neohippie chic
4) os dois endereços: Rio no calor e NY no frio, dava para ser mais diferente?

1)
1.1 SHAPE: o objetivo principal é criar uma cintura. Então, coloque na lista de compras: cache-coeur, linha A e acinturados em geral.
1.2 TECIDOS: Se você está cheia de curvas, esqueça o crime de querer abafá-las com "panos durinhos". É justamente do contrário que você precisa: tecidos fluidos, que caiam sobre o corpo sem apertá-lo ou marcá-lo. Ou seja, tem que ser suave: georgete, jérsei, crepe de chine... enfim, feitos com fio de seda.
1.3. DECOTE: "V" sempre alonga e emagrece no ato. É uma bênção para qualquer corpo e um praticamente lei para quem está mais cheinha. O bom é que é ultrasexy. Mas qualquer coisa qu deixe seu colo à mostra ganha 150 mil pontos por serviços prestados à comunidade! Então, um bom decote canoa ou generoso e arredondado são grandes "sim!" - aliás, vão emoldurar seu rosto muuuuuito bem. Tomara-que-caia ou decotes mais esporitivos, tipo regata ou nadador, dependem muito do estado dos seus braços. Sente que eles estão firmes? Então...
1.4. COR E ESTAMPA: é legal ser tudo uniforme, da cabeça aos pés. Estampas, ao contra´rio do que muita gente pensa, são ótimas para quem está acima do peso. Basta escolher a certa. O fundo pode ser mais escuro, por exemplo, e os desenhos (flores, poás) menores ou mais delicados. Como você é loirinha, é bom evitar o efeito pastel.

(bom , cobrimos o style 101)...

2. Valem agora, para sua felicidade, hippies, para a felicidade do seu tom de pele, os jewel colors, para a felicidade de Nova York, o minimalismo e um romance-gótico. Não acho que essas duas últimas combinem com você ou com o Rio, então ficamos com hippies e jewel colors, ok?

3. O que eu vi de hippie chic e gostei:

Caftã de georgete azul por 1 140 reais (com o cinto), na Mixed (11 3849 3189). Liguei para a Luiza Ortiz, a toda-fofa da equipe de estilo da marca, e ela sugere dois jeitos de usar.


NO RIO: "Acho que você pode colocar com o cinto laranja e dourado, deixar os cabelos soltos e usar com sandálias e carteira ouro velho. Cabelo solto, brincos de argola dourados e esmalte nude", diz Luiza.
EM NY: "Cabelos para trás, num coque (ou, se forem curtos, completa Sissi, com um topete punk chic e laterais com volume zero), olhos esfumaçads de preto, brincos com pedra preta (ônix, por exemplo), carteira preta de veludo e sandálias pesadas pretas. E use sem o cinto", diz Luiza. Ah, mais uma: esmalte nude nas mãos e pretos nos pés.

Chemisier de seda, ainda sem preço, Graça Ottoni
(31 3335 9008).



NO RIO: Sandália de cor clara, meia-pata se você encontrar, mas com salto fino. Carteira de couro texturizado (pele de peixe ou de cobra) de cor clara. Cabelos tipo Twiggy, de lado, meio menininho. Brincos de ouro rosa ou amarelo com pedra branca, como ágata, longos ou de gota. Zero esmalte, só unhas curtas bem polidas e envernizadas.
EM NY: Precisa entrar num clima haute vintage hippie. Vai estar frio, então um casaco, na altura da cintura, de mohair ou de pele (sintética) claro. Sandálias bronze ou ouro velho e esmalte escuro nas mãos e nos pés. E bijoux, muitas, de marcassita, com desenho déco: braceletes num braço, anel no dedo indicador da outra mão, brincos gigantes. Cabelo nada, bem sem volume, e olho marcado, mas não pesado como no look do caftã (a idéia aqui é voltar para os anos 1920).

E se você gosta do caftã e da estampa e quer usar os dois em um, tem uma loja indiana na rua Mourato Coelho, 981 (11 3097 0558) que vende caftãs de seda batik (a técnica de pintura que deixa a peça manchada depois de sucessivos tingimentos com proteção de cera). Cifras de três dígitos, máximo.

beijo, Sissi

A SEMANA COM Raquel Davidowicz - dia 1



Enquanto Roberto foi a Tóquio a negócios, Raquel Davidowicz ficou em SP bolando o próximo inverno da marca do casal, a UMA.

"Estou na minha sala, no horário de trabalho", diz. 12h

Usa: Camiseta preta com punho mescla de algodão viscose, jaqueta de algodão stretch e saia risca-de-giz, tudo UMA. Botas, Junya Watanabe. Ane, UMA. Perfume, Prada. Relógio esportivo, Cartier. Aliança, Antonio Bernardo.

Qual a idéia mais bacana do look? A mistura de justo x largo com ares "rock punk sofisticado", que adoro. E as botas, que uso com tudo. Tenho várias.