sábado, 6 de junho de 2009

É NOVO comfort fashion

Pela matéria do Vitrine de hoje (veja a chamada na barra à direita), você vê uma boa amostra das peças que vão ditar moda no closet por um bom tempo.

As passarelas vêm declarando seu amor não apenas por algo austero e longa vida, mas por algo também descomplicado sem abrir mão do design.

O sentimento é bem 80: a mistura da calça de moletom cinza mescla com a 2.55 a tiracolo, o mundo dividido entre a desencanação do sportswear e a montação do couture.

Mas a ideia de roupas decentes para ficar em casa – neste momento chamados de homewear ou loungewear (e meu pai, muito espertamente, chamou de pijama de luxo, porque essa é a sensação do espectador) – é antiga.

Fiz um post aqui uma vez que, infelizmente, se perdeu na história. Mas que falava dos robes d'interieur, vestidos com códigos específicos para serem usados por uma lady em casa no século 18/19. Era roupa, mas era uma roupa própria para quatro paredes.

Sem mostrar nada, tinha uma alta carga de voltagem erótica. Simplesmente porque ver uma mulher com um robe d'interieur significava que você tinha acesso a ela num ambiente privado (sem que isso significasse a intimidade do boudoir. Robes d'interieur não eram lingeries. Eram roupas de receber em casa à tarde).

Nos anos 1950 e 1960, fazia parte do cardápio feminino ter uma seleção de vestidinhos e conjuntinhos próprios para ficar em casa. Bonitos e confortáveis – você podia lavar a louça, cuidar do jantar e fazer um bolinho de cenoura de sobremesa e, se fosse surpreendida por uma visita inesperada, jamais seria pega de pijamas curtos. Estaria vestida com uma versão século 20 para os robes d'interieur.

Então, chegamos a versão século 21. Com um 'agravante'. Estamos tão carentes de conforto e sossego que queremos levar o robe d'interieur para o exterieur.

Veja as ideias das passarelas para passear fina com o cinza mescla, as maximodelagens e tudo mais que pareça dar um colo para seu cansado corpinho.

Misturas com couro, nailón, jeans, pele (falsa, não importa o que diga a passarela), alfaiataria, paetê.

E o rei de tudo isso, Alexander Wang!



Yigal Azrouël, pré-verão 2010



Yigal Azrouël, pré-verão 2010



Rag&Bone, pré-verão 2010



Rag&Bone, pré-verão 2010



Rag&Bone, pré-verão 2010



Rag&Bone, pré-verão 2010



Rag&Bone, pré-verão 2010



Rag&Bone, pré-verão 2010



Elie Tahari, pré-verão 2010



Burberry Prorsum, pré-verão 2010



Burberry Prorsum, pré-verão 2010



Alexander Wang, pré-verão 2010



Alexander Wang, pré-verão 2010



Alexander Wang, pré-verão 2010



Alexander Wang, pré-verão 2010



Alexander Wang, pré-verão 2010



Alexander Wang, pré-verão 2010

BELEZA PURA vermelho opaco

Thakoon, pré-verão 2009



Michael Kors, pré-verão 2009

Mais e mais eu me convenço que vermelho é o melhor amigo de uma mulher. Você pode vestir uma roupa podrinha e passar um batom escarlate que ele cuida de dizer que você é sofisticada e o podrinho é puro estilo.

Quem teme o vermelho pode e deve recorrer ao truque de adocicar a cor tirando o excesso com batidinhas da ponta do indicador sobre os lábios.

AssIm:

Hussein Chalayan, inverno 2009

ps. a L 'Occitane tem uma latinha providencial para isso, um batom vermelho que já vem de fábrica para ser batidinho, com jeito de ser modestamente escarlate. Bom para deixar na bolsa e retocar muito durante o dia. À noite, assuma o vermelho Valentino.

A SEMANA COM Bruna Santini - dia 03

Num segundo você já entendeu tudo. Foi o tempo que meus olhos levaram para encontrar a Bruna Santini, da No Hay Banda, no meio de dezenas de modelos e estilistas nos bastidores da Casa de Criadores.

Não conheço a Bruna e não posso dizer muito sobre seu estilo ainda – suas forças. Vi o look 01 e soube que tinha algo bom ali. Algo que a gente vai descobrir juntas ness'A SEMANA COM.


Bruna Santini, estilista

Usa: vestido? Forum, da década de 80. Casaco? No Hay Banda. Botas? Carmim. Óculos? Ray-Ban.

Qual a melhor ideia do look? A meia calça preta, que deixa qualquer produção sempre mais elegante, e o casaco de moletom, quente, confortável e moderno.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

É NOVO barra extralonga

Burberry Prorsum, pré-inverno 2009

Todoo planeta caminha de calça de caipira, com a barra curta beirando o ossinho do tornozelo, máximo.

Você vai na contramão e deixa tudo longo a perder os sapatos de vista.

A SEMANA COM Bruna Santini - dia 02

Num segundo você já entendeu tudo. Foi o tempo que meus olhos levaram para encontrar a Bruna Santini, da No Hay Banda, no meio de dezenas de modelos e estilistas nos bastidores da Casa de Criadores.

Não conheço a Bruna e não posso dizer muito sobre seu estilo ainda – suas forças. Vi o look 01 e soube que tinha algo bom ali. Algo que a gente vai descobrir juntas ness'A SEMANA COM.


Bruna Santini, estilista da No Hay Banda

Usa: Jaqueta de couro? Opera Rock. Casaco? Moschino. Malha? Acervo. Jeans? Levi´s. Sandálias? Arezzo.

Qual a melhor ideia do look? A mistura dos clássicos, Moschino divertido X jaqueta de couro, super chic. E atual e quentinho para um dia como hj.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

PARA AS VIAJANTES DE MODA Moscou, por Evelina Khromtchenko


Evelina Khromtchenko, autora de Russian Style (Assouline)

(foto: Kirill Nikitenko)

Se você tiver chance de ler uma matéria minha na Vogue deste mês, verá que a Rússia volta à moda em pleno Expresso do Oriente.

Para essa reportagem, entrevistei (também) a jornalista russa Evelina Khromtchenko, autora de Russian Style (Assouline), uma autoridade de moda no país.

Evelina me contou como foi crescer sob a cortina de ferro.

"Parecia impossível, mas durante os anos de URSS as mulheres conseguiam de alguma forma se manter elegantes. O salário da minha mãe, por exemplo, era de 300 rublos. Botas de inverno custavam 120 rublos (se você conseguisse encontrá-las em alguma loja) e o mesmo par custava 200 rublos no mercado negro (caso você conhecesse alguém envolvido nesse tipo de comércio).

É difícil explicar: imagine você se ver na situação em que não pode comprar sapatos. Não há sapatos nas lojas. Não dá para comprar jeans – não há jeans.

E quando acontece o milagre de haver esses artigos nas lojas, você espera horas na fila, às vezes sob chuva ou sob neve. E quando finalmente chega a sua vez, não há possibilidade de escolher algo do seu tamanho. Você compra o que está disponível e pronto. Se acontecer de a peça não servir, você vende ou troca com um amigo.

Isso não é Kafka. Eu me lembro bem desse período. A mesma situação com comida, com carros, livros. Tudo. E sem a possibilidade de viajar para o exterior. E sem perpectiva qualquer de poder algum dia sair do país.

Não é à toa que depois da Perestroika as pessoas passaram a viajar muito e a comprar com um apetite exagerado.

Sem regras, sem cultura. Algumas hitórias malucas! Looks inacreditáveis (para o mal). Mas o tempo passou.

Graças a um presidente forte, o mundo sentiu um país forte. Território gigante, extremamente bonito, cheio de pessoas bonitas e inteligentes, ainda misterioso, muito colorido, com uma história extraordinária e possibilidades financeiras enormes.

E agora há uma nova geração. As pessoas que tomam as decisões mais importantes hoje no país têm entre 35 e 45 anos. Para nós, a URSS não era um país monstro, mas o lugar feliz da nossa infância. Era o lugar onde nossas bonecas e ursinhos de pelúcia favoritos viviam, onde pirozhki deliciosos eram feitos, onde os desenhos animados eram divertidos, as músicas eram lindas e minha mãe era a mulher mais estilosa do mundo.

Não tivemos tempo para entender os problemas da geração dos nossos pais. Quando ficamos adultos, os problemas eram outros.

Ganhar dinheiro, viajar pelo mundo, experimentar a vida do Ocidente, tatear no mercado do consumo de luxo e virar gurus nessa área – depois disso, de repente descobrimos que havíamos nos esquecido dos tesouros do nosso país. Não estamos negando os prazeres além das nossas fronteiras, mas sentindo a necessidade de apresentar para o mundo nossa riqueza: o espaço ;e nosso, as cúpulas são douradas, Catarina é a grande... Boyards, Nikita, bailarinos, a princesa Anastasia ficarao conosco. E as memórias da nossa infância russa feliz e dos tempos atuais terá profundo impacto no estilo russo."

A meu pedido, Evelina listou sete programas imperdíveis em Moscou.

1. Na Praça Vermelha há uma loja de departamentos chamada GUM. São 200 lojas, incluindo Louis Vuitton, Christian Dior, Sonya Rykiel, Moschino, Etro. Siga a tradição de marcar um encontro perto da fonte, no centro da loja, e tomar o sorvete com marca GUM! Almoce no terraço ensolarado do Café Bosco com uma vista perfeita para o Kremlin.

2. Tsum éum destino fashion importante em Moscou, com mais de 1000 marcas de luxo, incluindo Balenciaga, Prada, Miu Miu, Yves Saint Laurent e os jovens talentos russos Gazinskaya e Denis Simachev. A loja fica perto do Balé Bolshoi.

3. Durante a cortina de ferro, o número 14 na Kuznetskiy Most abrigava a Casa de Moda Comunitária. Agora no espaço funciona a Podium Concept Store, uma multimarcas ultrachic. Procure por Kova&T by Dasha Zhukova, ótimos cocktail dresses e uma coleção de jeans e de joias muito impressionante.

4. A multimarcas Cara&Co funciona no Vinzavod, um lugaar cheio de galerias de arte contemporânea. No menu, jovens estilistas do Japão, Austrália e Bélgica e joias vintage extraordinárias.

5. Para comprar lembrancinhas autênticas, vá ao mercado Izmailovo e procure por xales Pavlovskiy Posad e Orenburg, valenki, broches soviétivos, shapkas, renda Vologda, porcelana Gzhel e jogos de mesa laqueados Khohloma.

6. Coma blini com caviar, borsh e pelmeni no Pushkin Café.

7. Compre pão preto, chocolate e doces moscovitas na Gastronom N1, dentro da GUM.

A SEMANA COM Bruna Santini - dia 01

Num segundo você já entendeu tudo. Foi o tempo que meus olhos levaram para encontrar a Bruna Santini, da No Hay Banda, no meio de dezenas de modelos e estilistas nos bastidores da Casa de Criadores.

Não conheço a Bruna e não posso dizer muito sobre seu estilo ainda – suas forças. Vi esse look e soube que tinha algo bom ali. Algo que a gente vai descobrir juntas ness'A SEMANA COM.

ps. de qualquer forma, o verão 2010 da marca na Casa de Criadores foi joia. Tinhas quês gregos em minivestidos e uma promessa de uma lady moderninha, um pouco como o retrato da Bruna.

Tem uma saia excelente, toda em gomos. Essa daqui:

No Hay Banda, verão 2010

E a Bruna, uma das três estilistas da marca:


(foto: Daniel Malva)


Usa: Saia? No Hay Banda. Regata? H&M. Sandálias? Corello.

Qual a melhor idea do look? (os cabelos e o sutiã aparecendo discretamente nas laterais da regata).

segunda-feira, 1 de junho de 2009

BOA APLICAÇÃO saia de couro

Bottega Veneta, pré-inverno

Se você não tem, por que não ter agora? Vai com outros tipos de couro, seda, jeans... É durona par ao trabalho e sexy para a noite

(transformista, a peça).

domingo, 31 de maio de 2009

Norman Parkinson (1913 - 1990)

Desenvolvi uma (saudável) obsessão pelas fotos do inglês Norman Parkinson.

'Parks' prestou alguns bem-vindos serviços à moda. Quando começou a fotografar editoriais para a Harper's Bazaar, em meados da década de 1930, suas cenas improváveis, sua naturalidade e seu jeito espontâneo de enxergar acabarm com a visão de glamour e beleza certinha, boneca de cera, imóvel.

Parks fez Vogue inglesa e americana nas décadas seguintes – é da opinião de muitos que clicou as capas mais chics dos anos 1950.

Mas foi retratista da nobreza, fosse ela real (Rainha Elizabeth & co), roqueira (Beatles), cinematográfica (Marlene Dietrich, Audrey Hepburn) ou intelectual (Noel Coward), modal (Twiggy, Jean Shrimpton, Marisa Berenson).

Ei-lo:


Adele Collins, Vogue 1955



Marisa Berenson, 1966



Audrey Hepburn, 1955





Wenda Parkinson, 1950




Wenda Parkinson, 1950



Wenda Parkinson, 1950





Wenda Rogerson (depois Parkinson) e B. Goalen, Vogue 1949




The Beatles, 1964





Duquesa de Sevilha, 1981

COMO SAIR ÀS RUAS COM ESTILO perfecto sobre vestidos

Sissi, tenho uma dúvida: a perfecto funciona mesmo por cima de longos de festa? Já vi várias fashionistas usando assim e gostaria de saber se faria feio na minha formatura da facul (vai ser em agosto e quero algo pra me proteger ao chegar e sair da festa). Me ajuda? rs Bjos

Nfuzaro, pelo blog

Querida,

Nada mais desobediência modal do que isso (vale também para as jaquetas aviador).

Dá pra fazer choque de cores, dá para 'amaciar' um vestido estampado, dá para ir total black ou total white.

E não precisa ser só sobre longo. Sobre cocktail dresses, elas caem como uma luva de couro. Necessárias para não levar a formalidade à sério...

Veja os jeitos que apareceram por aí.

Kate Moss na Topshop: sobre organza e com plataforma meia-pata.




Rag & Bone, pré-inverno 2009: de moletom e com sapatilhas (para Helena!)




Julie Gilhart, da Barneys, em Paris para o verão 2009: sobre estampa e com sandálias finas.




2nd Floor, inverno 2009: sobre vestido New Look e com tutus.


MODERNA NO ATO meia texturizada

Just Cavalli, pré-inverno 09

Recorra às meias 7/8 ou meias-calças texturizadas (linhas verticais à moda veludo cotelê), bem urbanas, para tirar o excesso de folk do vestido 70s que você comprou há quatro estações.

ps. tem na NK Store e na boa e velha Lupo, ambas cinza asfalto.

ps.

por alguma razão, eu deletei os blogs de moda da minha barra à direita. aos poucos, vou recuperando a família!

desculpem-me, amigos!

beijos

sábado, 30 de maio de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

DESOBEDIÊNCIA MODAL suéter e saia longa

Jenni Kayne, verão 09

É um pouco belle époque versão 100 anos depois: a silhueta segue sílfide, a cintura marcada – mas as peças, quanta diferença!

O suéter masculino deixa tudo 'menos' (no bom sentido).

quinta-feira, 28 de maio de 2009

CASA DE CRIADORES cobertura

Gente, blogs amigos e eu estamos nos revezando numa cobertura democrática e caleidoscópia aqui, no site da Nivea.

Clique em 'eleitos dos blogueiros' e no perfil para saber quem somos nós!

LONGA VIDA perfecto

Giles, verão 09




Mulberry, verão 09


A ideia clássica é jogar sobre a camiseta e usar com jeans destruído, como se você fosse um eterno Marlon Brando.

Mas nem todo mundo quer entrar para a tribo dos selvagens da motocicleta.

E a perfecto, como todo bom clássico, se presta a isso. Para se renovar, ela aceita convites de vestidinhos justos ou românticos. É o que eles precisam para dizer que a moça não é tola – cuidado! Ela pode ser selvagem e perigosa.

ps. preta todo mundo tem. por que não branca? A Veronique Branquinho fez e sugeriu usar com saia cigana amarela. A TNG desfilou uma de couro, mas ela não chegou às lojas. "Ela não foi produzida comercialmente por uma questão de custo final ao consumidor", explica Flávia Antunes, gerente de marketing da marca.


TNG, inverno 09: uma pena que a jaqueta tenha tido só 5 minutos de fama na passarela!

terça-feira, 26 de maio de 2009

PARANÁ BUSINESS COLLECTION - dia 01 - boa ideia

Estou em Curitiba para acompanhar apenas dois dos sete dias de desfiles de marcas locais. O Estado têm polos de jeans e de tricô – confecções que produzem peças para marcas de São Paulo e do Rio – e alguns estilistas-sobreviventes. É bom sair do quadrado e ver as tentativas de produzir algo com assinatura própria. Leva tempo, mas é preciso começar de algum lugar.

Como 'ir às compras' soa demodé, no lugar de fazer uma shopping list, vou indicar as boas ideias da passarela. Você investe naquilo que vai de fato fazer diferença no seu closet.

BOA IDEIA: COCKTAIL DRESS DE TRICÔ


Cocktail dress de tricô, Lafort, verão 09, preço estimado entre R$ 400 e R$ 500., nas lojas em agosto.

Sempre achei que Brasil e cocktail dresses – por que não vestidos de coquetel ou, melhor, vestidos de caipirinha? – combinam muito. Especialmente no verão. É tudo leve e informal, o país e o vestido. Mas nunca tinha me ocorrido vestir tricô, sempre mais espírito preguiça do que festa.

Então, foi uma boa nova ver esse modelo da Lafort, uma malharia aberta em Curitiba em 1963 e que produz para Osklen, Animale, Daslu, Mara Mac. "A ideia é usar mesmo na festa", me disse a dona e manda-chuva do tricô da marca, Irit Czerny.

Inspirado na Missoni (alguns dos looks inpirados demais), o vestido é feito com quatro tipos de fios, entre eles um metalizado, um tingido e um de viscose. Gosto desse efeito zebra discretíssima e do trabalho de drapê (tricô é o tipo de trabalho que merece ser muito, muito explorado ainda). No desfile, ficou esse efeito P&B, mas da linha de produção sairão também versões azul e marrom com dourado.

Não é exatamente uma peça democrática. Serve se você é tall, (not necessarily) tanned, young and lovely. Com as onipresentes sandálias pesadas.

E com uma carteira feita de tururi ou de couro de peixe (estive em Belém investigando o trabalho de designers de lá e ainda falta falar disso).

Tipo glamour-floresta.

Lafort, www.lafort.com.br. Rua 24 de Maio, 1550, (41) 3111 1402, ou Park Shopping Barigui, (41) 3317 6180.

ps. pergunto a Irit se ela de fato vê as curitibanas, sempre apaixonadas por pedrarias e cetins encorpados na festa, vestidas assim (gente, sou daqui, sei como era). "Elas mudaram muito. Deixaram de ser peruas demais e estão mais arrojadas", garante a moça. To be seen no próximo coquetel. Tim-tim!

sábado, 23 de maio de 2009

INSTANT GLAM sapatos rendados

Oscar de la Renta, verão 09



Dolce&Gabbana, verão 09


Não acho que você precise de nada mais do que sapatos assim para bater perna à noite.

(ps. vi ontem sapatos rendados em alguma loja do Shopping Iguatemi – pena que não anotei qual. mas é só bater perna por lá. sem os sapatos rendados, claro!)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sessões YSL


Gente, eu vou deixar essa programação na barra ao lado, mas por ora eu quero muito jogar os holofotes sobre o Cine MuBE - Aliança Francesa, espaço de cinema no Museu Brasileiro da Escultura aberto em março.

Tudo se encaixa perfeitamente como uma saharienne e estampas de onça à YSL: é o Ano do Brasil na França, YSL se fuè e inspira todas as coleções do universo e a moda vai para a telona.

Programe-se:
Histórias de Elle (Histoires d'Elle/França, 2005). Documentário de David Teboul sobre a revista francesa que veio como um New Look para a moda – sessenta anos de otimismo e aquele je ne sais quoi...
Quando? Amanhã (sábado), às 20h.

Yves Saint Laurent 5, Avenue Marceu 75116 Paris (França, 2002). David Teboul – de novo, alguém pode trazer o diretora para cá para uma mesa redonda, por favor? – abre as portas do ateliê, onde hoje funciona a Fundação Pierre Bergè - YSL.
Quando? 13jun, 20h.

Yves Saint Laurent - O tempo redescoberto (Yves Saint Laurent, le temps retrouvé/ França, 2002). David Teboul – de novo, e não dá vontade de ouvir as histórias de bastidores das realizações de tantos filmes-fashion? – traça um perfil do estilista, desde a infância feliz na Algéria até perto do fim. Uma aulda sobre o impacto do gênio no nosso jeito de vestir.
Quando? 27jun, 20h.

Onde? “Cine Clube MuBE - Aliança Francesa”
Auditório Pedro Piva (192 lugares)
Rua Alemanha, 221, Jardim Europa
Informações: (11) 2594-2601
Entrada Gratuita
Acesso para pessoas com deficiência, serviço de manobristas e restaurante no local!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

MÁXIMA DO DIA Christian Dior

"Não é dinheiro que faz você ser bem-vestida. É conhecimento."


ps. dedicada às queridas da Oficina de Estilo, que, ao contrário do Silvio Santos que espalha dinheiro, multiplicam conhecimento.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

ROUPAS DO OFÍCIO quinta-feira de terno cinza

Rachel Roy, pré-inverno 09

Simples, sem segredos e o que muda tudo é a tal barra virada, sim?, para mostrar bem sapatos bacanas. Uma camiseta, nem precisa ser de seda, e pronto!

Anna Wintour em entrevista para o 60 minutes

Veja aqui.

É NOVO mocassim de salto alto

Isaac Mizrahi, pré-inverno 09




Alexander McQueen, pré-inverno 09


Depois da febre dos oxfords, derbis, wingtips – mmmm – o novo sapato masculino para o nosso inverno é o mocassim, devidamente 'subido' no salto.

É um meio termo para quem não pisa fundo no lado masculino do closet – dá para encarar como um escarpim mais fechado.

(irresistível com as meias de lã argyle, McQueen, análise combinatória proibida para um escarpim)

terça-feira, 19 de maio de 2009

COM QUE ROUPA? moda para baixinhas

Sissi,

Onde posso encontrar dicas de moda para baixinhas, não muito de bem com a balança. Explico: tenho 1,56 e estou acima do peso. Resultado de dois filhos abençoados, com diferença de 1 ano e 8 meses. Confesso tb que não sou das mais vaidosas, tenho que estar inspirada para me arrumar. Gosto de um salto, mas nada muito glamuroso. Sou muito básica - jeans e blusas mais soltas. Por causa do pesinho a mais não uso roupas muito justas. Outra coisa que apavora meu marido - não uso saia, não gosto. Outra coisa que sinto que preciso mudar é o uso do preto. Adoro um pretinho.

Fa E., de Ponta Grossa, Paraná, por email

Fa, e não é que a vida pode ser difícil se você não é Gisele?

A primeira coisa que eu respondo é não tente seguir a moda. Faça com que ela siga você.

Segundo: o objetivo principal para gordinhas e baixinhas é alongar e afinar a silhueta usando truques básicos, vulgo ilusionismo!

O que funciona:
1. Usar looks monocromáticos. Uma cor da cabeça aos pés faz os olhos viajarem da cabeça aos pés, numa linha vertical, sem interrupção. Ou seja, você vai parecer mais alta. Você ama pretinho porque é fácil, mas pode tentar outras cores escuras – estou numa fase de amor eterno (daqueles contrasensos básicos da moda) com o marinho, que é um gentleman para muitos tons de pele (o preto, em oposição, costuma ser mais punk).
2. Contar com as estampas miúdas. A vida não precisa ser um velório só porque você não está com o corpo que pediu à deusa Gisele. Estampas miúdas são bem-vindas para dar vida ao seu closet. Cuidado com as maxiflores, os maxixadrezes, as maxilistras: tudo isso vai fazer você ficar maximaior!
3. Eleger tecidos fluidos. É importante criar movimento para não parecer que você é uma barrinha de diamante negro.
4. Fugir dos saltos altíssimos. Tem gente que corre para o salto 10 para ficar com um metro e meio. Não faça isso: um salto altíssimo só vai reforçar o seu complexo de ser baixinha e mostrar para o mundo que você de fato tem um problema com a sua altura. E pior: os saltos agulha fazem as gordinhas virarem azeitonas num palito. Ou seja: suba num salto médio e diga que você está em paz com a sua natureza - só quer dar uma up de uns seis centímetros nela...
5. Mergulhar no decote V. É a oitava maravilha do mundo para qualquer tipo de corpo. Cria uma linha vertical (de novo o alongamento), é sexy, é feminino.
6. Cobrir-se com as mangas. Das compridas até a altura um pouco acima dos cotovelos, elas garantem que você passe no teste do 'tchau'.
7. Acinturar paletós e casacos. No lugar de peças masculinas, que caem reto, escolha modelos de paletó que criem uma cinturinha. Isso vai dar um corpo ampulheta para você.
8. Alongue o top. Túnicas, camisas, cardigãs que caem abaixo da linha da cintura e chegam aos quadris escondem a barriguinha.

O que não funciona:
1. Alfaiataria rígida. Passe longe das peças bem retas, quase robóticas de tão bem cortadas a laser. Prefira calças com caimento mais suave, versões mais femininas da alfaiataria clássica.
2. Horizontais. Você precisa de peças que alonguem, não que alarguem.
3. Calças pregueadas. (sem comentários).
4. Calças curtas. (idem).
5. Fofices. Lacinhos, babadinhos, cor-de-rosa bebê fazem seus 1,56 m parecer altura de garotinha. Aja e se vista como uma mulher!

Isso é tipo manual básico de sobrevivência na hora das compras. Como você está em Ponta Grossa e a oferta de moda, imagino, é mais limitada, corra para um site novo feito por grupo de amigas competentésimas em moda: OQVestir.

É um site de e-commerce em que as peças da moda aparecem já indicadas para o seu tipo físico. Tudo bem combinado com o olhar da editora de moda Jussara Romão, minha ex-colega de ELLE e atual companheira de projetos como a Revista da Renner.

Jussara & companhia vão fazer você sair do pretinho básico e ser feliz e fashion com 1,56 m e acima do peso.

É isso!

beijos,
Sissi

ps. deixa de bobagem com saia! Invista urgente num wrap dress, ou vestido cache-coeur, ou vestido transpassado. Ele é fluido, faz o decote V e é facílimo de usar. Saiba mais na minha entrevista com Diane Von Furstenberg, a inventora do wrap dress na década de 70, na revista Estilo de junho.

ROUPAS DO OFÍCIO quarta-feira de míni e camisa 60s


Chloé, pré-inverno 2009


Eu tenho visto meninas encasacadas, com meia opaca, botas e tal. E me pergunto o que vão vestir quando o frio chegar. Por ora, pernas de fora aguentam bem e uma camisa fofolete faz lindo. Tudo simples, tudo neobásico.

terça-feira, 12 de maio de 2009

COMO SAIR ÀS RUAS COM ESTILO a escolha do skinny


Então, a skinny excede de novo. Desta vez, combinada com paletós hussardos, ombros marcados, botas extrajustas e extra longas e extra-altas.

O efeito é de segunda pele. Meias praticamente.

Mas a pergunta é como escolher o jeans-meia certo?

"Há skinnies e skinnies", esclareceu Tito Bessa, da TNG, numa entrevista de uma matéria que fiz para a Revista Moda, da Folha de São Paulo.

Mmmmm.

O segredo está em duas características: o elastano (vulgo estica-e-gruda) e a modelagem.

Na categoria skinnies recomendáveis, a dose de elastano misturada ao algodão não ultrapassa a linha do que é considerado bom gosto. Ou seja, não ficamos com a aparência de 'embalada a vácuo". A Ellus controla o efeito elástico – na linguagem do métier, "as skinnys têm um percentual pequeno de power", diz Adriana Bozon. A Calvin Klein delimita a oferta até o tamanho 42 para evitar que as fora-de-forma tentem entrar numa superkinny.

No quesito modelagem, preste atenção se a skinny faz parte da linha roqueira (primeira geração Mick Jagger, segunda geração punks, terceira geração Kate, as in Moss). Ela é, por definição, andrógina.

Atente para:
1. Cós baixo.
2. Bolsos da trás maiores e costurados mais para baixo.
3. Costuras laterais (da cintura ao tornozelo) são simétricas. Ou seja, dividem a parte da frente a de trás do corpo em partes iguais. "O objetivo é evitar o look 'popozuda' ", diz Cristiane Ruiz, da Calvin Klein.

Em oposição, as skinnies a la Gang tem o espírito calça de ginástica. A dose de elastano é extra, extra, extra. Os bolsos, menores, são costurados mais para perto do cós. E as costuras laterais são jogadas mais para a frente do corpo. Tudo para que o bumbum fique mais aparecido como o de Jennifer Lopez. Ou, como diz o marketing da marca carioca de Alcyr Amorim, "faz qualquer traseiro parecer grande e mais redondo".

A não ser que esse seja seu objetivo na vida...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

10 MANDAMENTOS PARA COMPRAR VINTAGE por Abigail K. Rutherford, diretora de vintage couture e acessórios da Leslie Hindman Auctioneers

Abigail K. Rutherford no closet lotado de vintage, em Chicago: expert em tesouros escondidos nos rincões dos Estados Unidos. (foto: Nicole Radja, TimeOut)


Há algo de novo no ar. E não tem cheiro de mofo. Uma nova onda de interesse pelo vintage, com V maiúsculo, está extrapolando o tapete vermelho – culpe a crise, se quiser, e sua capacidade de nos fazer focar no que é bom, em oposição ao que é novidade.

Veja no fim desse post os sinais da preferência por algo excepcional, exclusivo, com valor de obra de arte. São os looks que apareceram na festa que está se tornando a maior passarela de Nova York: o baile anual do Metropolitan Museum, marco da abertura da exposição de verão do Costume Institute, braço do museu criado por Diana Vreeland dedicado à moda. (a expo desse ano é Model as a Muse. Veja na barra ao lado).

Por essas e outras é que nos últimos anos, casas de leilão se transformaram no ultimate shopping space para as fashionistas. Sobre isso eu escrevi uma matéria para a Vogue de maio – leia e atualize seu closet.

Entre as minhas fontes está Abigail K. Rutherford, 27 anos, formada em História da Arte e com flerte, sem compromisso, em pós em Moda. Desde 2006 ela toca a área de Vintage Couture e Acessories da casa de leilão Leslie Hindman, uma das poucas nos Estados Unidos a focar muito em moda. Leslie Hindman se dedica principalmente aos estilistas norte-americanos – Roy Halston, James Galanos, Norman Norell. O que não significa excluir todos os outros estilistas do planeta moda.

A função de Abigail é encontrar esses tesouros perdidos nos armários de socialites Estados Unidos afora. Numa cidadezinha do Michigan, Abigail encontrou Paul Poiret e Irmãs Callot, ambos gigantes da era pré-Chanel. "Ninguém imagina existir um acervo tão cosmopolita num lugar tão remoto, mas essa senhora viajava todo ano para Paris para refazer o guarda-roupa", conta Abigail.

No que investir? O que avaliar? Como usar? O que reformar? Essas e outras perguntas Abigail responde aqui:

1) Para começar, descubra seu estilo relacionando-o a uma década. Ajuda a refinar a busca quando você sai às compras num brechó, numa casa de leilão, na internet. Por exemplo, uma garota mais feminina deve se interessar mais pelos 1950s; uma garota mais edgy, mais punk, vai atrás dos 1980s e 1990s; para uma garota boho, obviamente os 1970s fazem muito mais sentido.

2) A partir da década, relacione os estilistas. Se você é mais avant-garde, a moda futurista de Thierry Mugler deve servir como uma luva. Se você é mais clássica, a feminilidade refinada de Balenciaga é perfeita.

3) Encontre uma ótima lavanderia e costureira, ambas especializadas em peças mais antigas. Eu vi peças maravilhosas serem destruídas por maus cuidados na limpeza e no conserto. (nota da Sissi: em São Paulo, lavei meus Dener na lavanderia Sampaio, tel. 3782 4974, na Raposo Taavares).

4) Agora que você está pronta para comprar, é importante encontrar um lugar confiável. É costurar uma etiqueta original numa peça falsa e por isso você deve tomar cuidado ao comprar em lugares como eBay. Sempre recomendo comprar em casas de leilão – é como uma loja, só que sem o mark-up! Leilões são um comércio justo e o preço costuma ser mais próximo daquele do atacado. (nota da Sissi: no eBay, uma loja confiável é a Ricky's Exceptional Treasures. No Brasil, o e-closet traz peças selecionadas entre as amigas-margaridinhas de Giovanna Lemes Motta.)

5) Não se fie à numeração das peças. O tamanho era muito diferente – por exemplo, o 10 equivale hoje ao 4/6 (= 38/40). Se não há como provar a peça, solicite as medidas-chave.

6) Inspecione cada item por dentro e por fora. Tedemos a nos esquecer que as peças vintage foram usadas e têm manchas, buracos de traça ou marcas causadas por armazenação incorreta.

7) Trocar zíperes, subir barras, realinhar uma peça não são consertos complicados e têm um impacto final no preço.

8) Não enlouqueça e use muito vintage. Vai parecer que você está usando um figurino para um filme.

9) Não despreze o maravilhoso mundo do armário da mãe e da avó. Eu mesma encontrei muitos dos meus acessórios favoritos nesses baús da família.

10) Se não serviu, mas você ama a peça de paixão, compre um manequim e exiba o modelito. Moda é uma forma de arte que mostramos no corpo – por que não mostrá-la em casa?

Stella Tennant de Helmut Lang, à esquerda.

Katie Lee Joel, de Alfred Bosan.

Dasha Zhukova, de Prada.

Amber Valletta, de James Galanos.

Marisa Tomei, de Adrian.

O melhor look vintage: Natalia Vodianova, de Fortuny.

E o pior erro (ver item 8): Cheryl Tiegs de vintage dos pés a minaudière (vestido Norman Norell, joias Neil Lane e Judith Leiber minaudière). As peças são lindas, mas juntas fazem parecer que ela não tem um armário, mas um museu.