sexta-feira, 30 de abril de 2010

MÁXIMA DO DIA Thierry Mugler

"Saí da moda porque não aguentava mais ficar de joelhos, fazendo os outros ficarem incríveis e fabulosos."
Thierry Mugler, hoje, para o NYT.



(“The reason I quit fashion was that I had had enough of spending my time always being on my knees, making other people look amazing and fabulous.”)

A SEMANA COM Silvia Chreem - dia 05

Silvia e eu nos encontramos pela primeira vez no ateliê da joalheira Patricia Centurion. Carioca, ela veio a São Paulo apresentar as novas aquisições da Avec Nuance: Charlotte Olympia, Red Valentino, Anna Sui, Bottega Veneta, Anya Hindmarch.

A Avec é uma multimarcas de imports que começou há quatro anos como paraíso dos acessórios e agora expande para roupas - além de expandir os domínios do Rio para Brasília e São Paulo, com uma loja pocket show no Iguatemi (60 m2 comparados a 300 m2 do endereço na Capital Federal).

Enfim, currículos à parte, meu amor pelo estilo de Silvia foi à primeira vista. Ela vestia esse vestido-regata sob colete, ambos da Maria di Ripabianca. Intriga minha fashion intelligence quando há alguém no front com uma peça fora do óbvio e com um jeito de usar que confunde os olhos: é um vestido? como isso está amarrado? onde ela comprou a peça?

Passei um bom tempo conversando com Silvia, que vem - pelo lado do ex-marido - de uma família histórica de tecidos finos no Rio. Fomos de écharpes à taxação de importados e o impacto de tudo sobre o preço final: nada mal para recém-apresentadas.

Do que eu mais gostei na Silvia? Essa produção de cashmere diz tudo. Suave, discreta, luxuosa - no real sentido do luxo. Además, descobri que ela é expert em cashmere e, como a matéria-prima ensina, quem tem um digno não precisa de uma coleção de bobagens. Ela é a anticonsumo vazio e, afinal, para que mais do pior se você pode ter menos do melhor - por muito mais tempo?

Silvia Chreem, Rio de Janeiro


Usa: Suéter? Marc By Marc Jacobs. Blusa com gravata? Paul Smith. Calça? Ecole de Paris. Sapatos? Stella McCartney.

Qual a melhor ideia do look? A gravata no mesmo tecido da camisa. Chic e discreto para reuniões de negócios.

Le bel été, Vanessa Bruno, com Lou Doillon e Gonzales


Découvrez “ Le bel été ” avec Lou Doillon et Gonzales.
Discover the film “ Le bel été ” with Lou Doillon and Gonzales.
http://www.vanessabruno.com

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A SEMANA COM Silvia Chreem - dia 04

Silvia e eu nos encontramos pela primeira vez no ateliê da joalheira Patricia Centurion. Carioca, ela veio a São Paulo apresentar as novas aquisições da Avec Nuance: Charlotte Olympia, Red Valentino, Anna Sui, Bottega Veneta, Anya Hindmarch.

A Avec é uma multimarcas de imports que começou há quatro anos como paraíso dos acessórios e agora expande para roupas - além de expandir os domínios do Rio para Brasília e São Paulo, com uma loja pocket show no Iguatemi (60 m2 comparados a 300 m2 do endereço na Capital Federal).

Enfim, currículos à parte, meu amor pelo estilo de Silvia foi à primeira vista. Ela vestia esse vestido-regata sob colete, ambos da Maria di Ripabianca. Intriga minha fashion intelligence quando há alguém no front com uma peça fora do óbvio e com um jeito de usar que confunde os olhos: é um vestido? como isso está amarrado? onde ela comprou a peça?

Passei um bom tempo conversando com Silvia, que vem - pelo lado do ex-marido - de uma família histórica de tecidos finos no Rio. Fomos de écharpes à taxação de importados e o impacto de tudo sobre o preço final: nada mal para recém-apresentadas.

Do que eu mais gostei na Silvia? Essa produção de cashmere diz tudo. Suave, discreta, luxuosa - no real sentido do luxo. Además, descobri que ela é expert em cashmere e, como a matéria-prima ensina, quem tem um digno não precisa de uma coleção de bobagens. Ela é a anticonsumo vazio e, afinal, para que mais do pior se você pode ter menos do melhor - por muito mais tempo?

Silvia Chreem, Rio de Janeiro


Usa: Trench coat? Juicy Couture. Regata? Hering. Suéter? De gola V, Maria Di Ripabianca. Jeans? Marc by Marc Jacobs. Sapatilhas? De verniz, Lanvin. Bolsa? Anya Hindmarch.

Qual a melhor ideia do look? Hoje é dia de chuva no Rio de Janeiro. Então, é o trench de algodão. Textura e peso ideais para o clima incerto de hoje...Além disso quando fechado, ele fica igual a um vestido.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A SEMANA COM Silvia Chreem - dia 03

Silvia e eu nos encontramos pela primeira vez no ateliê da joalheira Patricia Centurion. Carioca, ela veio a São Paulo apresentar as novas aquisições da Avec Nuance: Charlotte Olympia, Red Valentino, Anna Sui, Bottega Veneta, Anya Hindmarch.

A Avec é uma multimarcas de imports que começou há quatro anos como paraíso dos acessórios e agora expande para roupas - além de expandir os domínios do Rio para Brasília e São Paulo, com uma loja pocket show no Iguatemi (60 m2 comparados a 300 m2 do endereço na Capital Federal).

Enfim, currículos à parte, meu amor pelo estilo de Silvia foi à primeira vista. Ela vestia esse vestido-regata sob colete, ambos da Maria di Ripabianca. Intriga minha fashion intelligence quando há alguém no front com uma peça fora do óbvio e com um jeito de usar que confunde os olhos: é um vestido? como isso está amarrado? onde ela comprou a peça?

Passei um bom tempo conversando com Silvia, que vem - pelo lado do ex-marido - de uma família histórica de tecidos finos no Rio. Fomos de écharpes à taxação de importados e o impacto de tudo sobre o preço final: nada mal para recém-apresentadas.

Do que eu mais gostei na Silvia? Essa produção de cashmere diz tudo. Suave, discreta, luxuosa - no real sentido do luxo. Además, descobri que ela é expert em cashmere e, como a matéria-prima ensina, quem tem um digno não precisa de uma coleção de bobagens. Ela é a anticonsumo vazio e, afinal, para que mais do pior se você pode ter menos do melhor - por muito mais tempo?

Silvia Chreem, Rio de Janeiro

Usa: Sapatilhas? Repetto. Saia? Ungaro. Cinto? Lanvin. Blusa? Juicy Couture. Jaqueta? GAP. Relógio? Nixon. Óculos? Alexander McQueen.

Qual a melhor ideia do look? Aa sapatilha Repetto. Linda cor azul e brilho vernizado. Além do conforto para um dia de trabalho.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

ROUPAS DO OFÍCIO segunda-feira de marrons

Araks, verão 2010

Uma segunda-feira blá merece uma roupa de cor difícil - marrom - desafiada a ponto de ficar interessante.

É a esperança de que você consegue fazer o mesmo com uma segunda blá.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

MODERNA NO ATO colar para dentro

Giambattista Valli, verão 2010

Ha! Essa ideia é de cair de joelhos é agradecer.

Uma bobagem que muda tudo. E a peça não precisa ser transparente.

Coloque o colar para dentro da blusa e mostre toda modéstia que os tempos antiostentação requerem.

DESOBEDIÊNCIA MODAL colar com estampa

Duro Olowu, verão 2010

Ultimamene tem sido difícil encontrar jeitos de desobeceder as regras da moda.

Não tive chance de parar para pensar o porque, mas fato é que editei muitos poucos looks de pura desobediência às convenções modais (obrigada, sempre, Thoreau).

Enfim, aqui está uma das poucas pinçadas no verão europeu. É dito que uma pessoa normal é "convidada", gentilmente, a escolher um ponto de atração o look: uma peça de joia, uma estampa, uma cor, blá, blá, blá.

Fato é que uma pessoa feliz de alma, na dose certa, vai saber equilibrar os exageros. Porque é humano saber exagerar com sabedoria (com licença pela repetição).

ps. Duro Olowu esá entre meus top favoritos entre os novos. Há uma delicadeza gigatesca no seu jeito de misturar estampas, a ponto de parecer que é o contraponto entre o p&b. Observem e inspirem-se! Há poucos no mercado que dominam a técnica (God save Lacroix!).

FANTASCHIC siga essa sola



Loub abriu caminho para uma vida extraordinária - mesmo que se trate de uma sola de escarpim.

Isabella Giobbi, a rainha do amarelo, faz aqui. E olha lá fora.

(cortesia de Jak & Jil)

A SEMANA COM Silvia Chreem - dia 02

Silvia e eu nos encontramos pela primeira vez no ateliê da joalheira Patricia Centurion. Carioca, ela veio a São Paulo apresentar as novas aquisições da Avec Nuance: Charlotte Olympia, Red Valentino, Anna Sui, Bottega Veneta, Anya Hindmarch.

A Avec é uma multimarcas de imports que começou há quatro anos como paraíso dos acessórios e agora expande para roupas - além de expandir os domínios do Rio para Brasília e São Paulo, com uma loja pocket show no Iguatemi (60 m2 comparados a 300 m2 do endereço na Capital Federal).

Enfim, currículos à parte, meu amor pelo estilo de Silvia foi à primeira vista. Ela vestia esse vestido-regata sob colete, ambos da Maria di Ripabianca. Intriga minha fashion intelligence quando há alguém no front com uma peça fora do óbvio e com um jeito de usar que confunde os olhos: é um vestido? como isso está amarrado? onde ela comprou a peça?

Passei um bom tempo conversando com Silvia, que vem - pelo lado do ex-marido - de uma família histórica de tecidos finos no Rio. Fomos de écharpes à taxação de importados e o impacto de tudo sobre o preço final: nada mal para recém-apresentadas.

Do que eu mais gostei na Silvia? Essa produção de cashmere diz tudo. Suave, discreta, luxuosa - no real sentido do luxo. Además, descobri que ela é expert em cashmere e, como a matéria-prima ensina, quem tem um digno não precisa de uma coleção de bobagens. Ela é a anticonsumo vazio e, afinal, para que mais do pior se você pode ter menos do melhor - por muito mais tempo?

Silvia Chreem, São Paulo

Usa: Vestido? Anna Sui. Sapatos? Charlotte Olympia. Cinto? Acervo. Meia? Trifil fio 60. Relógio? Nixon.

Qual a melhor ideia do look? O cinto, que quebra o vestido em duas peças.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sally Singer, diretora de notícias/info de moda da Vogue US



Uma das minhas jornalistas preferidas falando o que pensa sobre o meio em que a gente vive.

A SEMANA COM Silvia Chreem - dia 01

Silvia e eu nos encontramos pela primeira vez no ateliê da joalheira Patricia Centurion. Carioca, ela veio a São Paulo apresentar as novas aquisições da Avec Nuance: Charlotte Olympia, Red Valentino, Anna Sui, Bottega Veneta, Anya Hindmarch.

A Avec é uma multimarcas de imports que começou há quatro anos como paraíso dos acessórios e agora expande para roupas - além de expandir os domínios do Rio para Brasília e São Paulo, com uma loja pocket show no Iguatemi (60 m2 comparados a 300 m2 do endereço na Capital Federal).

Enfim, currículos à parte, meu amor pelo estilo de Silvia foi à primeira vista. Ela vestia esse vestido-regata sob colete, ambos da Maria di Ripabianca. Intriga minha fashion intelligence quando há alguém no front com uma peça fora do óbvio e com um jeito de usar que confunde os olhos: é um vestido? como isso está amarrado? onde ela comprou a peça?

Passei um bom tempo conversando com Silvia, que vem - pelo lado do ex-marido - de uma família histórica de tecidos finos no Rio. Fomos de écharpes à taxação de importados e o impacto de tudo sobre o preço final: nada mal para recém-apresentadas.

Do que eu mais gostei na Silvia? Essa produção de cashmere diz tudo. Suave, discreta, luxuosa - no real sentido do luxo. Además, descobri que ela é expert em cashmere e, como a matéria-prima ensina, quem tem um digno não precisa de uma coleção de bobagens. Ela é a anticonsumo vazio e, afinal, para que mais do pior se você pode ter menos do melhor - por muito mais tempo?


Silvia Chreem, São Paulo

Usa: Colete e vestido? Maria di Ripabianco. Relógio? Nixon. Meias? Trifil fio 60. Escarpins? Charlotte Olympia. Tiara? Juicy Couture.

Qual a melhor ideia do look? A flexibilidade do colete, que pode ser amarrado de vários jeitos.


Assim, por exemplo:



Muda o jeito de amarrar - e o jogo de proporções - e tudo muda.

ROUPAS DO OFÍCIO segunda-feira de tailleur novecentista

Junya Watanabe, verão 2010

Sempre foi da minha teoria que estamos vivendo um clima décadence - nem sempre avec élégance - nesse fim do anos 2000, ainda com rebarbas em 2010 e quiça até 2020 (e não é preciso uma nova revolução paralela a de Chanel, 1920s?).

As ondas de século 19 que chegam das passarelas são de virar qualquer Titanic: renda, corset, nudes, saia sereia, plumas, pérolas...

Então, por que não dar cara nova ao tailleur estocando a saia-lápis e realçando as curvas com a saia rabo-de-peixe? Se você tem pernas para isso, oxfords e meias direto do closet dele são de fato uma brincadeira saudável. Se não, salto, salto, salto.

quarta-feira, 31 de março de 2010

MÁXIMA DO DIA Erdem Moralioglu

"Detesto a palavra 'útil'."

O estilista criado em Montreal e baseado em Londres, uma espécie de neoLacroix (versão menos), ganhou hoje um prêmio da conselho de moda inglês.


ps. "I hate the word ‘useful’."

quarta-feira, 24 de março de 2010

FANTASCHIC Dries Van Noten

Paris, temporada inverno 2010

Cor, textura, estampa - e esse verde-esmeralda que ele faz tão bem.

(cortesia de Jak & Jil)

France24:The best of Baselworld watch fair including the 150th anniversary of Chopard and TAG Heuer and the 10 years of Chanel

France24:The best of Baselworld watch fair including the 150th anniversary of Chopard and TAG Heuer and the 10 years of Chanel’s J12 watch

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Assistam ao vídeo de Jessica Michault, repórter de moda do International Herald Trubine online, sobre as novidades na relojoaria mostradas na feira de Basel, Suíça.

ROUPAS DO OFÍCIO quarta-feira de cores de outono nas roupas de verão

Araks, verão 2010

Suzy Menkes sobre Pierre Cardin, 60 anos de moda




De 22março, no NYT:

Pierre Cardin: One Step Ahead of Tomorrow

By SUZY MENKES

PARIS — It is 60 years since Pierre Cardin, fashion’s eternal futurist, opened his Paris fashion house; half a century since he first brought his designs to a desolate, postwar Japan; and more than two decades since he pioneered fashion in China, becoming such a cultural super star that he was watched by this journalist in Beijing in 1993 being cheered and smothered with bouquets of flowers.

But face to face, Mr. Cardin is short on reminiscences about Mao jackets and bicycles and minimizes the historic forward march of his long career. There is only one subject that really interests this 87-year-old designer: What is he doing for tomorrow’s world?

“When I started 60 years ago, the fashion I was drawing was something strange — people said I was crazy and they never wanted to wear my clothes,” said Mr. Cardin, signing copies of his commemorative book at Maxim’s, the historic Parisian Belle Époque restaurant, that he owns and has turned into a global brand.

“My way was to draw something of the future — to be young, to see that a woman could be free,” said Mr. Cardin. “I wanted to give women in the 1960s a chance to work, to sit, to take the car and drive in my dresses.”

The new architecture that the designer built to express the physical and mental emancipation of women is vividly illustrated in “Pierre Cardin, 60 Years of Innovation,” written by Jean-Pascal Hesse, his long-term collaborator, and published by Assouline.

The 1960s dresses, square-cut to free the body, but with all sorts of circular cutouts and satellite sleeves spinning in orbit round the arms, are icons of the space age. The alien innocents in their aviator helmets, miniskirts and colorful hose, expressed the explosion of a new youth culture.

The landmark Cosmos collection of 1964, with tunic and hose for both men and women, was a confident statement about unisex clothing. It anticipated the masculine/feminine fashion standoff that dominated the second half of the 20th century.

There are iconic pieces: the 1968 minidresses in “Cardine,” an early experiment with techno fabric; a circular 1969 vinyl raincoat; or even a felt 1971 envelope hat. Perhaps the most striking thing about the designs is not their sharp angles and compass twirls. It is that they could all walk right out on the street today and not seem out of place.

In fact, today’s students seem to be catching up with Mr. Cardin’s style. During London Fashion Week last month, there was a dominance of 3-D dresses with angular cuts, created, as if they were the designer’s disciples, by the class of 2010 at Central Saint Martins college of art and design.

“I have a very big respect for English design, because they are provocation, and when you provoke, something stays after,” says Mr. Cardin.

Yet his own fashion training was a conventional apprenticeship in haute couture, where he learned his precise cutting skills. After a tough childhood, as his parents, escaping Italy’s Fascist regime, settled in France in 1924, “Pietro Cardin” was apprenticed to a tailor and then worked at the houses of Paquin, Schiaparelli and Christian Dior. He remembers the artistic milieu when he worked with the decorative artist Christian Bérard to design costumes for Jean Cocteau’s legendary 1946 movie “La Belle et la Bête” (Beauty and the Beast).

But the radical designer was never comfortable inside a shell of couture gentility. He scandalized the fashion world when he introduced ready-to-wear clothes in 1959 — for which egalitarian gesture he was flung out of the Chambre Syndicale, couture’s ruling body.

From then on, Mr. Cardin was considered a maverick and an outsider, criticized for creating furniture that looked as though it were extruded from a space ship (although he explains that he would “buy the tree, cut the wood and make the drawing.”) The designer was berated for building an empire on licenses for anything from men’s shirts to a frying pan — even though it made him a fortune, which he invested in classic French real estate, including the Marquis de Sade’s castle in the Lubéron district. There he holds annually one of his many cultural events.

“I am presenting ‘Casanova,’ a comedy musicale in the Place San Marco in Venice next July,” says Mr. Cardin. “And last year I made ‘Marco Polo’ in China. I try to make my life enjoyable.” He was referring to a ballet about the exotic travels of the medieval explorer Marco Polo, interpreted by the Shanghai ballet to usher in the Chinese Lunar New Year.

The boldly illustrated book, with its images of the colorful circle furniture and of the visionary zippered-jersey masculine sportswear, is a monument to the Pierre Cardin oeuvre. But the designer’s legacy is also about his visits to China and his early vision of fashion’s dormant dragon, which he helped to awaken. Subsequently he has pioneered other areas, showing collections in front of 200,000 onlookers in Moscow’s Red Square in 1991 and opening up Vietnam in 1993. His aim is always, even in his late ’80s, to appeal to the next generation.

Perhaps the most interesting angle on the Pierre Cardin legacy is its current relevance, as viewed by a designer who was not even born when the geometric futurism was created.

Louise Goldin, 30, a graduate from Central Saint Martins, found a Cardin image of an outfit, paneled in leather, during research for her autumn 2010 collection.

“It is beautiful and it still looks so futuristic — and that is the way I have been working,” says Ms. Goldin. “I like to challenge myself. There were a lot of elements of 3-D. But that is the moment we are in. His images still look so incredibly modern.”



Mais sobre, na matéria que eu publiquei na edição de janeiro 2010 de Vogue.



No mundo da lua
Livro refaz os 60 anos da viagem cósmica de Pierre Cardin, o criador futurista que deu sentido a palavra designer.

Por Simone Esmanhotto

Tem um clichê a que o mundo da moda adora recorrer: "existe um antes e um depois de fulano de tal". Bem aplicado, o raciocínio vale para Coco Chanel, para Yves Saint Laurent e até para o neófito Alexander Wang, mocinho que reconheceu a dinâmica da vida hipermoderna e injetou o lado salto alto no esporte e no moletom. E vale, sem dúvida, para Pierre Cardin que, do alto dos seus 87 anos, comanda há seis décadas a marca própria – uma trajetória sem igual revista em Pierre Cardin: 60 years of Innovation (Assouline, 75 dólares). "Cardin foi pioneiro na criação de um look escultural, arquitetônico, com uma sensibilidade futurista", diz Jean-Pascal Hesse, autor do livro e diretor de comunicação da maison Cardin há 15 anos.

A questão é qual o antes e depois de Cardin para a moda? Com 120 imagens distribuídas em 200 páginas, o livro seduz a ponto de qualquer um jurar piamente que é a estética. Mas, quando eu avisto, a caminho desta Vogue, um taxista de um ponto nos Jardins com um jeans bem índigo e a assinatura Pierre Cardin em fio alaranjado pespontada num dos bolsos de trás, meu hunch diz outra coisa. Por mais imperdível, lindo e necessário de se conhecer que seja o look Jetsons de Cardin, ele é uma das pontas do triângulo amoroso da moda com a corrida espacial da década de 1960 – as outras duas ocupadas por André Courrèges e Paco Rabanne. O que faz dele único é ter transformado seu nome em marca, um pequeno passo para o homem mas um gigantesco salto para a moda. Se Chanel abriu as portas do closet feminino para a modernidade e Yves Saint Laurent criou o figurino da liberação dos estereótipos sexuais, foi Cardin quem permitiu ser possível comprar hoje um lençol Alexandre Herchcovitch ou um míni Reinaldo Lourenço para C&A. "Eu queria que meu nome se tornasse uma grife, não apenas uma etiqueta", declarou.

Seu desejo, hoje parte do ar que a moda respira, virou a base de um império bilionário, que engloba das roupas aos móveis, passando por hotéis e até o lendário restaurante Maxim's, em Paris. Mas em 1959 – ano da primeira coleção prêt-à-porter feminino de Cardin (e do mundo), desfilada da loja de departamentos Au Printemps – deixar de ser uma etiqueta significava deixar de circular apenas nos grandes salões. "Essa forma de distribuição e diversificação era o caminho lógico para um costureiro que acreditava que o direito ao luxo não deveria ficar restrito a uma elite e sim ser aproveitado por milhões de mulheres", diz Elisabeth Längle, autora de Pierre Cardin: Fifty years of Fashion and Design (Thames and Hudson). CArdin estava anos-luz à frente dos pares. Esnobe por definição e feliz por estar confinado à pequena roda da alta sociedade, o clã da alta costura ficou siderado. Cardin foi criticado por explorar (no mau sentido do verbo) seu nome e diminuir o prestígio do métier. "Ele quebrou as regras do jogo e abriu caminho para o consumidor atual, que é vidrado em design." É lenda, segundo o jornalista Richard Morais, autor de Pierre Cardin: the Man who became a Label (Batam), a história de que Cardin teria, por isso, sido expulso da Câmara Sindical. Ele saiu por conta própria depois de quebrar a regra de restrição à cobertura dos desfiles pela imprensa.

Nascido em 1922 em Sant'Andrea di Barbarana, nos arredores de Veneza, e criado no interior da França, Cardin sempre foi um visionário. Antes de abrir a própria maison, passou por ateliês de gente tão avant-garde quanto ele. Primeiro como aprendiz no ateliê de Jeanne Paquin (1869-1936), a primeira costureira a levar os desfiles para onde estava a clientela. No caso do verão, de Paris para Longchamps ou Chantilly. Depois, veio a passagem-relâmpago por Elsa Schiaparelli, que abalou a noção de chic com doses espetaculares de sportswear e surrealismo. Por fim veio Christian Dior, com quem Cardin foi trabalhar logo no começo do ateliê que ressuscitou a alta costura varrida do mapa pela Segunda Guerra. Quando todos os costureiros se limitavam a assinar perfumes, Dior ousou licenciar seu nome em meias. Foi criticado por explorar (no mau sentido do verbo) seu nome e diminuir o prestígio do métier, mas mostrou a Cardin qual seria o verdadeiro new look da moda. Com um visão redonda do mundo – ele já declarou amar o círculo, "um símbolo da eternidade. Sou um Pierrot Lunar fascinado pelo universo. A lua, o Sol, a Terra são criações puras, sem começo nem fim", disse – Cardin entendeu que não havia limites para a criação e que ela andava de braços dados com o negócio. Seu olhar deu formas geométricas a roupas, acessórios, pufes e tudo mais o que um designer – e não mais um costureiro e não simplesmente um estilista – poderia inventar. E levou seu desenho até mesmo para o jeans do taxista dos Jardins. Depois de Cardin, a moda virou o universo em expansão.


Veja o slideshow

E o vídeo.

MÁXIMA DO DIA René Bizet (1887 - 1947)*

"Toda revolução começa com uma troca de roupas."



* Jornalista baseado em Paris.Escreveu para o L'Oeuvre e roteiros de cinema.

segunda-feira, 22 de março de 2010

BELEZA PURA grampinho fino





















Todos 3.1 Phillip Lim, verão 2010

Um acessório mínimo, num penteado mínimo e tudo com efeito máximo.

Versões frente e verso.

sábado, 20 de março de 2010

COM QUE ROUPA? Aniversário-bailinho

Moschino, pré-verão 2010

Vestidos parecem fáceis demais. Saiotas com camiseta podrinha já cansam a beleza. Então, como mostrar referência ao clima comemoração sem ser óbvia?

Se o novo terno é feito de short, idem para o smoking. Você mantém o fator seduçao com as pernas de fora, faz reverência ao aniversariante com a peça mais clássica do baile fino e ainda se destaca na miultidão, o que é sempre bem-vindo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

ROUPAS DO OFÍCIO sexta-feira de novo terno

3.1 Phillip Lim, verão 2010

Muitas passarelas têm mandando sinais de que o novo power suit é relax a ponto de permitir um short no lugar da calça.

Então, para quem tem pernas, que seja. Especialmente numa sexta feliz!

Magreza é bom que não engorda

Eu acho curioso que todo mundo condene a "magreza das modelos", repetindo isso como um mantra-clichê, que perde o sentido quanto mais vezes é repetido. Como se a indústria da moda fosse uma ditadora cruel do look campo-de-concentração sozinha, como se nada ao redor valorizasse o padrão mais osso, menos carne.

O que falta é analisar o porquê do nosso gosto cultural por tudo o que é magro. Magreza (e as linhas agudas, anticurvas, que ela produz), defininda de um jeito superficial, é a expressão estética de um senso de valor que determina a rapidez/agilidade como máximo.

Velocidade, se sabe, passou a ser valorizada no começo do século 20, quando a luz elétrica seguida do cinema seguido do automóvel introduziram um apreço sem igual por tudo o que é veloz (quem é gordo é devagar).

É de se surpreender que o art déco _ com suas linhas retíssimas, que não perdem tempo fazendo curvas como baratas embriagadas por baratox (merci, níquel náusea)_ seja a grande expresssão estética dos anos 20? Os anos fordianos, os anos do LBD Chanel e de Josephine Baker e sua cheetah de coleira?

Não.

É a natureza dominada pela mecanização e reprodução em série, pelo artificial, prático e rápido - pela linha que corre de um ponto a outro sem desvios - ou sem gordura, para ficar no campo semântico da dieta (é assim que se fala, madame mimi?)

O que a obsessão pela magreza tem a dizer sobre que tipo de valores cultivamos? É isso que ninguém aponta claramente.

Por favor, alguém entreviste Umberto Eco, teórico do feio e do belo em dois livros magistrais. Vamos de fato discutir a magreza na moda como um reflexo do tempo.

O resto é manchete barata.

quarta-feira, 17 de março de 2010

MÁXIMA DO DIA Karl Lagerfeld

"O futuro da moda é a seis meses."

(na temporada de inverno 2010)

ps. adoro o cinismo dele.

Cris Barros, inverno 2010

MODA NA REAL As irmãs Barros, no ateliê da Vila Olímpia

Dani e Cris Barros

Há pouco mais de um mês, fui visitar a coleção de inverno da Cris Barros no novo ateliê/miniconfecção da moça.

O desfile é hoje e é sempre uma antecipação saber o cenário em que vai rolar. Vai ser no edifício Dacon.

Por ora, as razões de ser dos looks cotidianos de Dani, a irmã das finanças, e de Cris, a irmã criativa.

DANI BARROS, SÓCIA E GAROTAS DOS NÚMEROS
Usa: Tudo Cris Barros, sempre!

Qual a melhor ideia do look? O brinco, que dá para usar de vários jeitos. E amo o legging, básico do básico. Eu vou me apaixonando pelas peças a medida em que eu vou descobrindo cada uma.

Se veste para quem? Para mim e dependendo do meu astral! O que eu não gosto é do "normal"


CRIS BARROS, ESTILISTA
Usa: Tudo Cris Barros, inverno 2010.

Por que escolheu esse look? É um dia de semana e minha ideia é me sentir bem na minha própria pele, me sentir confortável e me gostar. É uum look bem dia de trabalho na fábrica.

Se veste para quem? Engraçado, eu curto a hora de sair do banho e brincar na frente do espelho. Fico louca testando os looks. Mas fico feliz se o namorado e as amigas elogiam.

terça-feira, 16 de março de 2010

A SEMANA COM Maria Prata - dia 07

Entre a expo de YSL e o almoço no Le Fumoir, que ela confessou no twitter (@maria_prata) que adora, Maria Prata mantém o figurino du rôle, digamos, da fashion woman show.

À frente da Fashion TV, é o que se espera dela: as peças, as silhuetas e as marcas que gritam moda. Dá para se pautar por ela para saber o que é quente.

Mas o que eu amo na Maria é que a dominatrix não é a moda, mas a severidade quase monástica de se vestir (não me surpreenderia se Céline virasse sua grife-chave!).

Tudo é preciso, sharp, direto ao ponto - e faz todo o sentido que ela tenha o corte de cabelo à Rei Kawakubo (nesta foto, com a franjinha suavizada pelo vento) para um rosto de traços fortes. Mmmm....

Há sempre uma peça que pesa mais (no bom sentido, em oposição a muitas falando ao mesmo tempo). Saber escolher a protagonista e as coadjuvantes é uma lição a se aprender nos novos tempos de novo mínimo na moda.

ps. Os programas de Paris vão ao ar no dia 9 de abril.

Maria Prata, Paris
Foto Vogue França


Usa: Top? Alexandre. Saia e cinto? Reinaldo. Casaco? Samuel.

Qual a melhor ideia do look? O mais incrivel desse look eh q ele saiu no site da vogue francesa, gente! Euzinha, rainha do jeans e sapatilha, pagando de fashionista fina nos jardins des tuilleries. Rs... Essa historia de figurino eh realmente bem legal. Ha!
Vamos combinar que não é todo dia que isso acontece e eu não tenho a menooor vocação pra achar isso normal e act blasé! tô errada?

segunda-feira, 15 de março de 2010

TENDENCINHA Forbes e o ranking dos top 10 ecodesigners

Faz um tempinho que muito gente espera que design e responsabilidade ambiental andem juntas.

Na queda de braço, como bem me disse Natalie Klein em entrevista para o Especial Luxo Veja São Paulo 2009, vence a peça mais bonita - por mais ecologicamente correta que a outra seja.

Claro, moda é sobre aparentar um mundo melhor. Então que a leva de designers siga o exemplo de Stella McCartney, cujas peças vendem horrores porque são bonitas. Plus side serem verdes.

E o caldo verde vem engrossando - e, mais curioso ainda - finalmente significa tutu. Tanto que a Forbes listou os 10 ecodesigners mais importantes do mundo.

Não sejamos carolas, caretas ou ingênuos. Tutu é o que move o mundo. E se o verde move - ou pelo menos começa a chamar a atenção dos big pockets, como demonstra o interesse da top revista de negócios -, melhor para o mundo.

Quem são eles, segundo a Forbes:

"Suzy Amis Cameron, mulher de James Cameron, concorreu ao Oscar de 2010, assim como Livia Giuggioli, mulher do ator Colin Firth. Estamos falando, é claro, do desafio "tapete verde". Ecofashion ou moda sustentável está colocando as maguinhas de fora nos lugares mais inesperados, incluindo o tapete vermelho. Aqui estão os top designers que porvam que orgânico pode ser moderno.

1. Bodkin Inglês arcaico para "agulha". As designers Eviana Hartman e Samantha Pleet receberam, em 2009, 25 mil dólares da Ecco Domani Fashion Foundation. Usar materiais incomuns como hibiscos e plantas para tingimento à mão é a especialidade das moças, cujo estúdio fica no Brooklyn. Vale visitar o blog, que lista inspirações finas como o Vitra. Isso, sim, é design!

2. Edun. Parceria entre Bono e sua mulher, Ali Hewson, Edun (nude soletrado ao contrário) pretende aumentar a produção de moda na África. A premissa: negócios, não ajuda (o bom e velho ensinar a pescar e não dar o peixe, como se diz aqui no Brasil). A maioria das peças é casual: camisetas, jeans, vestidos. "Comprar virou política", disse Hewson aos repórteres, quando a marca foi lançada, em 2005, apontando que a marca só trabalha com fábricas que respeitam os direitos trabalhistas.

3. Lara Miller. O amor de Lara pela alta moda verde começou na sua cidade natal, Chicago. Mais tarde, treinou técnica no Art Institute. As criações são feitas com tecidos feitos de bambu e algodão reciclável.

4. Linda Loudermilk Linda surgiu na cena parisiense há seis anos, mas no lugar de se contentar com confetes, ela declarou preferir "fazer um businesscom alma". Combinando tecidos feitos de bambu, milho e até de algas, ela se tornou um dos expoentes da moda verde (em 2007, foi considerada um dos nomes mais influentes da moda pela revista W).

5. Organic by John Patrick. John prevê um mundo em que as pessoas não precisem mais perguntar mais "é orgânico?", mas dirão "claro que é orgânico". Vencedor deste ano do prêmio de sustentabilidade Ecco Domani, mostrou o inverno 2010 no primeiro dia da semana de moda de Nova York.

6. Samantha Pleet. A nova-iorquina entrou para a cena verde em 2006 com peças de algodão orgânico e lã. A mais nova empreitada é a linha masculina, Patrick Pleet, feita em colaboração com o marido.

7. Thieves. A marca de Sonja Den Elzen, de 2006, debutou no GreenShows neste ano. Como várias do gênero, ela aposta em fibras orgânicas. Sua marca é rejeitar as tendencinhas a favor de peças bem feitas e sensuais.

8. Stella McCartney. É a quintessência do século 21, um passo evolutivo de Coco Chanel: alfaiataria sensual com direito à defesa dos direitos dos animais.

9. Susan Woo. O inverno 2010 é a terceira coleção da marca, baseada em NYC. A receita é aplicar matéria-prima sustentável ao desgin atemporal.

10. Titania Inglis. Titania acredita no minimalismo em todos os aspectos da vida. A coleção, lançada em 2009, usa algodão e lã orgânicos e couro tingido por plantas.