Amanhã, fashionistas rumarão para Higienópolis reverenciar Costanza Pascolato, que lança
Confidencial (Editora Jaboticaba, 45 reais).
Há três anos, na primeira fila de um desfile do SPFW, ela me disse que estava pensando em dar respostas definitivas para as perguntas recorrentes _como você cuida do corpo?; o que faz com o cabelo?; o que come?; como ser chic?_ e
Confidencial é o livro definitivo. Costanza não pensa mais em escrever. É pena porque cada palavra é imperdível. Mas, como legítima figura da moda, ela pode bem se perguntar "por que não?" e mudar de ideia.
Costanza é a musa de muitos. É a minha também. Tudo sobre ela me encanta: a gentileza, a fala mansa, os palavrões em ambiente restrito, a liberdade de dizer o que pensa.
Acima de tudo _ainda que ela confesse sem o menor embaraço (e por que haveria de ser diferente?) os 69 anos_, Costanza para mim é
ageless. Enquanto todas se plastificam e botocam em busca da juventude perdida, Costanza faz pilates e mantém os olhos abertos para o mundo, com um interesse legítimo pelo outro e pelo novo, pelo
haut, pelo
bas. E pelo que passou. Nenhum lifting tem o mesmo efeito. O tempo dela é o hoje.
Eu já fiz isso privé, mas divido aqui o meu muito obrigada a Costanza por ter incluído este blog,
c'est Sissi bon, entre os sites "legais" (que é uma palavra que ela adora!) indicados em
Confidencial. Há muito, muito tempo ela me diz o que pensa sobre meu texto. Eu poderia viver a vida feliz só com as confidências. Ela fez mais.
De Brasília, um jornalista da boa e velha escola também me cedeu um espaço na
seção "vale a pena acessar" de hoje: Ricardo Noblat.
Conheço Noblat apenas de assinatura _e não é de hoje. É dele uma das melhores matérias sobre Dener no espetáculo
A Paixão de Cristo, encenado em Nova Jerusalém _ se não me falha a memória, em 1972.
Moda, como se vê, acaba juntando as pessoas. Sem preconceito e sem esnobismo.
Obrigadas!