quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

MODA NA REAL Galeria, na Daslu

Mariana Braidatto, estilista da Madri

Usa: Blazer, saia, regata e sapatos? Madri. Colares? Uso quase que todos os dias sem tirar 4 correntes com 4 pingentes, misturando ouro branco e amarelo: guitarrinha, Jack Vartanian; caveira, Raphael Falci; caveira, Pati Falcão; mandala que veio da india. Anéis? A flor grande e preta eu comprei na Barneys, em NY; três fininhos de ouro com brilhante e safira que eram da minha mãe e da minha avó; um de trança de prata, Guerreiro, que era do meu avô; um de marfim que veio da África; um de ouro com brilhante e luas vazadas, H.Stern, que era na minha mãe.

Por que escolheu este look? Quase nunca uso calça. No verão, vivo de saia ou vestido. No inverno, idem, só que com meia-calça. A saia de cintura alta deixa o corpo mais alongado – uma boa ideia, já que sou baixinha (1,65m). A regata é superbásica para nao atrapalhar muito a composição. O casaquito, apesar de preto e básico, tem a informação recorrente da moda: volume
nos ombros.

Qual a melhor ideia do look? A saia, por causa das pétalas que criam um volume e do xadrez. E as sandálias delicadas, inesperado quando todo mundo está usando sapatos pesados.

Você se veste para quem? Para estar confortável e feminina e ainda sim ter informação de moda.

Onde você reabastece o closet? Normalmente uso roupa só da minha marca, Madri. Compro algumas peças no Alexandre Herchcovitch e, como costumo ir para NY pelo menos 2x ao ano, faço compras na Urban Outfitters, Opening Ceremony, Anthropologie, H&M, Marc by Marc Jacobs. Para mim, não importa o lugar. Se eu gostar, até na banca da rua eu compro (alias compro mta coisa em banca nas ruas de NY). Recomendo justamente por ser eclético. Não acho legal um look totalmente pronto. O interessante é mixar peças de vários lugares, marcas, joia de família com bijoux de banca. No final, você fica com um estilo próprio.




(foto do celular. Me digam se funciona porque minha maxicanon às vezes é um fardo para carregar)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ROUPAS DO OFÍCIO terça de saia-lápis de couro

Céline, pré-verão 2010

Você não precisa fazer essa cara de que foi pega numa saia justa se a saia é certa, as combinações são simples, as cores são neutras e o erótico é controlado pelo paletó masculino.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

COM QUE ROUPA? acepipes e cigarettes

Yigal Azrouël, pré-verão 2010

Fica tão fino, mas é esforço zero, conforto total e mobilidade máxima.

Eu não vejo porque não manter Havaianas nos pés. Idiossincrasia é o princípio de uma certa moda.

(parte da série "roupas de receber", minha aposta de nicho: aqui, aqui).

É NOVO quimono de praia

Michael Kors, pré-verão 2010

Quimono – se você não compra a ideia das hot pants – faz uma ótima saída de praia.

domingo, 24 de janeiro de 2010

COM QUE ROUPA? almoço à piscina

Peter Jensen, pré-verão 2010

Nem sempre qualquer coisa pool exige um figurino fotos de Slim Aarons.

Um pouco menos de salto alto, sem perder a dose de glamour, faz bem. E com humor.

(espero que não chova)

sábado, 23 de janeiro de 2010

SPFW, o fim

André Lima, inverno 2010

E, por fim, o fim. No backstage de André Lima, a equipe de costura (e Carlos, o homem que realiza os delírios de André) costura um sem-número de gigalaços num dos vestidos entrada final do desfile.

É um pouco como a moda pode jogar o mundo a seus pés, um pouco como pode fazer você se sentir Cinderela, e um pouco como dura pouco e é melhor aproveitar o agora.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SPFW BOA IDEIA dia 5: écharpe contida, combinação de cores e três ps.

Neon, inverno 2010



Neon, inverno 2010

É de se amar, se você é dos pampas, essa ideia simples e prática de conter a revoada de écharpes no minuano.

As cores fazem total sentido num verão tropical.


ps 1. Esta fotinho (com pena a la Carolina Herrera inverno 2008) é uma das imagens no board colocado no backstage, com os looks do desfile posados (literalmente) pelas modelos. É um verdadeiro editorial de moda com roupa late 60s, o que prova que Dudu leva a vida como se fosse uma matéria de Diana Vreeland. É algo que todas podemos experimentar...

Neon, inverno 2010


ps 2. Então é que a moda pode ser um reflexo dos desejos mais íntimos de um estilista.

Neon, inverno 2010



Neon, inverno 2010


ps 3. O peixe pretinho é uma criação de André Perugia (1893-1977)...

Andre Perugia, 1938


... que apareceu em laranja e mais, versão salto mais grosso, na selva Neon.

Neon, inverno 2010

SPFW BOA IDEIA dia 4: não-anéis de Gloria Coelho

Gloria Coelho, inverno 2010



Gloria Coelho, inverno 2010

Primitivo e sci-fi ao mesmo tempo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PARA AS VIAJANTES DE MODA brechozinho ipanemense

Sem mofo e com peças etiquetas com uma precisão impressionante. Foi boa a surpresinha de esbarrar no organizadíssimo Catherine Laboure (Rua Visconde de Pirajá, 207, loja 212, 21 2287 9630), que tem o provador e as araras belle époque mais lindos do planeta. Das roupas a móveis.

SPFW BOA IDEIA dia 3: tulipa longa, paletó sem mangas, microperfecto, anel grifé, pulseira anêmona

Ronaldo Fraga, inverno 2010



Ronaldo Fraga, inverno 2010



Simone Nunes, inverno 2010



Simone Nunes, inverno 2010



Fabia Bercsek, inverno 2010

Ronaldo Fraga é assim um pouco como Rei Kawakubo. Há muito para olhar e para decifrar. No caso de Ronaldo, que vive bem além de pretos, não raro há coisa demais para se olhar e o santo, às vezes desnorteado, acha difícil e vai benzer outro terreiro. Se tiver um pouco mais de paciência, vai descobrir que sempre dá para contar com o estilista para formas antimodinha, daquelas que fogem à linha de produção das tendências e podem acrescentar ao closet uma interessância nova.

O jeito é imaginar a peça livre do excesso da passarela - o que nada mais é do que dizer imaginar como você vai usá-la na real. A tulipa longa vale com camiseta podrinha e a microperfecto (acima, uma excelente compra na Simone Nunes), por exemplo, para trabalhar. O paletó sem mangas é ótimo com míni ou jegging.

Na seara das bijoux, se você não pode mas sonha com a Panthère pode ficar com as garras da Simone Nunes. E, se não há Cartier nem Chanel, a pulseira anêmona, com correntes em movimento, fica entre a roqueira e a flapper.

SPFW BOA IDEIA dia 2: jaquetão Cary Grant, rabo de cavalo deslocado, frisé domado, macacão-smoking (2)

Maria Garcia, inverno 2010



Maria Bonita, inverno 2010



Forum Tufi Duek, inverno 2010



Cori, inverno 2010



Cori, inverno 2010

O que poderia vir depois do paletó masculino e das perfecto a não ser um jaquetão 50s? Todas nós podemos bem adicionar um pouco de Cary Grant à vida.

O fora de lugar, o híbrido, o assimétrico – e qualquer ideia equivalente – impera. Será por que algo está fora da ordem mundial, Caetanas? Pois que funciona, fica fresco para os olhos, fazer um rabinho bobo um pouco mais para a direita (se bem que eu prefiro um pouco mais à esquerda que, embora demodé, parece ainda mais humano). O frisé, que explodiu no inverno 2009, agora vem com a selvageria domada e de um jeito que qualquer mortal reproduz na calma do lar.

Macacão, tomara, pode virar item permanente das coleções e aparecer com variações sobre o mesmo tema. Quem não vê à luz do dia pode bem ver yvesaintlaurentnamente à noite, como se fora o novo smoking. A gravata borboleta desce à cintura.

SPFW BOA IDEIA dia 2: jogo de proporção para rejuvenecer peças-vovó, calças de palhinha e étnica, neobotas de motoqueiro, barra da anágua à mostra (1)

Reinaldo Lourenço, inverno 2010



Reinaldo Lourenço, inverno 2010



Maria Bonita, inverno 2010



Alexandre Herchcovitch, inverno 2010



Alexandre Herchcovitch, inverno 2010



Maria Garcia, inverno 2010



Maria Garcia, inverno 2010

Quando a vida exige que você mantenha a ordem e os bons costumes e seu espírito rebelde, bem, insiste em se rebelar, nada como adotar o figurino comme il faut, mas perturbá-lo de alguma forma. É o caso da ideia de Reinaldo Lourenço: desconcertar peças tidas como passé – ou difíceis –, mas de elegância incontestável.

1) longuete: que fazer com um comprimento que todos condenam por cortar a silhueta num lugar que deixa até as altas baixinhas, que traz algo de pudico e conservador costurado na bainha? Legging-bailarina faz o favor de tirar o ar senhorinha do vestido.

2) tailleur: fazer a dupla com saia micro já é feijão-com-arroz. O jeito é brincar com as proporções entre sapato e meia. Neste caso, botas de cano médio, também condenadas como inimigas da silhueta, e meias 7/8. Quem há de chamá-la de "senhora"?

Usar palhinha do décor tão típico dos 19 no Brasil não é novo (Furstenberg fez, Anya Hindmarch, a moça que detonou a obsessão das sacolas de compra, fez na coleção inspirada no Brasil. E Glorinha Paranaguá reina soberana). Mas o uso em calças de inverno parece mais do que apropriado para o Brasil do 21. Funcional.

Ah, sim, Antonio Bernardo emprestou as joias para o desfile da Maria Bonita, num casamento perfeito entre estéticas cariocas pós-hippie/pós-sensualidade barata - uma espécie de Rio depurado. Passarelas nacionais costumam ser muito pobres de joias e esta é uma ideia que merece entrar mais na pauta dos designers de ambos os lados. Cresce a roupa e a passarela se aproxima das mulheres reais não no jeito banal da ditadura das vendas - vulgo "moda comercial" que, na verdade, deveria ser chamada simplesmente de "roupa" - mas no sentido de fazer mais sentido para a vida (afinal, é para mudar comportamentos reais que a (boa) moda também existe, sim?). No verão americano, a Cartier emprestou várias peças para estilistas "emergentes", uma ideia em comemoração dos 100 anos de presença nos Estados Unidos.

Outra ideia libertadora para as calças é a estampa istambul. A ideia transforma uma peça que é essencialmente prática em decorativa. A vida, de fato, não precisa ser um tédio. Alexandre Herchcovitch oferece ainda uma nova bota motoqueiro, uma evolução da espécie oxford de bico redondinho que ele vem apresentando. Viva Darwin!

Por fim, uma quase bobagem (no sentido "ovo de Colombo" da palavra) direto da passarela da Maria Garcia (Camila Cutolo/ Clô Orozco): mostrar a barra da anágua rendada e, no caso do look bicolor, do chemisier sob minissaia.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Prada, campanha



O padrão de beleza há de mudar com a presença massiva dos chineses no mercado.

domingo, 17 de janeiro de 2010

SPFW BOA IDEIA dia 1: longo de tricô e hot pants como saída de praia

Rosa Chá, inverno 2010



Osklen, inverno 2010


Cheguei nesse minutinho de microférias no Rio e, por menos afetadas que sejam as cariocas, elas que me perdoem, mais moda é fundamental. O vaievém de shorts baixinhos como saída de praia entre Ipanema 9.5 e Lagoa é tão repetitivo que chega a ser... Bem, vocês sabem o que acontecem quando algo se repete demais.

Em nome de uma boa chacoalhada de costumes, por que não hot pants no lugar dos shorts? (a peça vem sendo lançada na passarela há tempos e, como diz o ditado, hot pants em cabeças duras... na praia faz todo sentido). Todos estamos mais do que prontos para as novas garotas de Ipanema e sua imbatível capacidade de lançar novos jeitos de se balançar até a praia.

Do Reino Unido de Ipanema vem também o longo de tricô. Se um maxipull já equivale a tomar uma xícara de chocolate amrgo no inverno (miammiam), o que acontece quando você eleva a peça à máxima potência?

NA DÚVIDA minime 2

Eu me perguntei se estávamos indo muito longe na nossa obsessão com moda e projetando nossas angústias nas crias.

Hoje, chamada na seção Life&Style do Times On Line: precisamos de um Sartorialist para crianças?

Com as marcas de moda de olho nessa nossa fraqueza de alma, mais e mais moda para crianças vêm aí. Crianças são o target dessa segunda metade do século 21.

Mas uma coisa é comprar Stella para Gap como alternativa ecofashion. Ou comprar calças sarouel ou camisetas mais bacanas, achaados na linha do Ronaldo Fraga. Outra é "adultizar" os pequenos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

FASHION RIO BOA DIA dia 6: odalisca de dia e à noite

Andrea Marques, inverno 2010



Andrea Marques, inverno 2010

Calça odalisca é um jeito de deixar feminino o terno (e não é justo que, no harém em que se transformou o ambiente de trabalho, a gente tenha mais direito sobre os shapes das calças?).

E um jeito de sair do mesmo à noite.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

FASHION RIO BOA IDEIA dia 5: maxicontas, azul e verde, trança deslocada, coques nozinhos, bota motoqueiro fresh, sapato com dúvida existencial

Têca, inverno 2010



Têca, inverno 2010



Têca, inverno 2010



Redley, inverno 2010



Redley, inverno 2010



Espaço Fashion, inverno 2010


Na coleção passada, Helô Rocha cresceu e apareceu - e os acessórios, idem. Você tinha que se apegar muito aos seus princípios ecológicos para não arrematar o maxicolar de coral bruto vermelho (espécies em extinção, sabe? Tiffany & Co. não usa jamais). Mas Helô prova que domina bem o vocab das bijoux e faz peças nesta coleção que são miam-miam. O colar de gigabolas cabe bem na onda 50s que vai se instalar por aí.

"Boinha" também a ideia de combinar azul e verde, em texturas diferentes, para a noite. Ninguém faz, então fica a janela.

Por fim, tranças deslocadas. Simples e eficiente.

É claro que há sempre uma saída, digamos, mais pela esquerda. Feito os cabelos arrumados para parecerem cabelos de ressaca, como os nozinhos da Redley. Que mostra em botas douradas que meninas podem continuar meninas e dirigir Harleys numa estrada deserta. Easy ride na cidade.

Por último, algo que a Moschino fez (em assimétricos) e Reinaldo Lourenço no verão 2010 (ankle-Chanel): sapatos que não sabem ser uma coisa só. A identidade é dividida em dois. O que, no mínimo, dobra as chances de usá-lo na real.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

FASHION RIO BOA IDEIA dia 4: batom pink e laço no sapato

Maria Bonita Extra, inverno 2010



Maria Bonita Extra, inverno 2010

Pink pode ser a cor do amor, mas não é a cor do inverno. Mas por que não?

E um fita larga de gorgurão (ou tafetá) para deixar uma sandália dividida entre dois amores: o peso e o romance? (sem falar que dá cara nova à meia-pata passada)

obrigada, Aninha Magalhães

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ROUPAS DO OFÍCIO segunda de regata e rasteira

3.1 Phillip Lim, pré-verão 2010

Não é verdade que é possível dizer tudo o que se pensa – desde que você saiba embalar o discurso de um jeito agradável?

É o jeito de quebrar as regras – na vida e na roupa.

Regata e rasteira - dois Rs cuja existência se resume a deixar a gente mais pelada no verão – "derepentemente" se fazem dignas do trabalho quando assumem o côté 'work in progress' com tecidos mais bacanas (do que a malha) para o primeiro e shapes distantes do chinelo para o segundo.

Calça ou saia, tanto faz. Mas linho ajuda, não?

ps. é de amar essa pasta tipo exército da salvação, sim? é quase uma ironia às pastinhas wall street.

FASHION RIO BOA IDEIA dia 3: pretinho de camurça, cinza céu de São paulo, spencer branco e tricô joia

Patricia Viera, inverno 2010



Mara Mac, inverno 2010



Filhas de Gaia, inverno 2010



Coven, inverno 2010



Coven, inverno 2010


Quando você imagina que o pretinho já se esgotou, eis que surge uma Patricia Viera (com um desfile de looks chic e de couro leve e jovem) com uma versão de camurça, bem 24/7.

Na onda do reinado da confort fashion e do império do cinza, Mara Mac traz a roupa tipo "nada", zero esforço – num cinza que é tudo. Mais claro, parece os dias mau humorados do céu de São Paulo.

Liliane Rebehy está para o tricô assim como Patricia Viera para o couro. Ambas alcançam o impensável (ufa!) em texturas e grau de interessância. Os suéteres da Coven provam que o tricô da vovó é apenas uma das facetas das agulhas. Com mix de texturas e brilho, figuram em qualquer festa.

Por fim, para quem não tem mas sonha em - spencer com pretensão de smoking – versão branco muda tudo nessa vida. Funcionou com Bianca Jagger há 30 anos e vai funcionar sempre que uma dose de "sair do mesmo" (leia-se, paletó preto e, em última instância, a obsessão da pashmina sobre looks de festa) se fizer necessária. O que é outra maneira de afirmar que sem-pre funciona.


ps. os cabelos vão do rockabilly ao maria antonieta – cada vez mais nos desfiles e cada vez mais em volume! delineadores por todas as pálpebras

domingo, 10 de janeiro de 2010

COM QUE ROUPA? almoço na varanda

Yigal Azrouël, pré-verão 2010

Roupa de casa é como Lima Barreto chama o look do major Policarpo Quaresma quando ela volta para casa e tira o figurino trabalho.

Para se ver que loungewear/homewear é coisa de outrora.

Minha ideia é que devem existir dois tipos de roupa de casa:

1) aquela que você usa para lounge mesmo, quando o conforto vem em primeiro lugar, seguido do design. Aqui entram shortinhos de plush, regatinhas bestas e coisinhas gostosas assim, que te deixam sem cara de "banada de pijama" mas também não avançam no quesito estética;

2) aquela que você veste para receber amigos em casa. Aqui, conforto é importante porque baco e companhia sabem que uma anfitriã moderna (em oposição as festas chez alguém dos anos 1960, em que empertigamento era a alma do encontro) pula mais do que bolinha de ping-pong. Mas design, fashion statment, é fundamental. Nessa categoria, Azrouël tem se mostrado imbatível, com a linha meio ocidente, meio oriente dos looks. Moletom encontra caftã e por aí vai.

Roupas para receber. Falta isso no mercado.

Eis a minha sugestão.

FASHION RIO BOA IDEIA dia 2: penteado rockabilly glam, mix de estampas para noite e linha decorada na meia

Walter Rodrigues, inverno 2010


Walter Rodrigues, inverno 2010



Cantão, inverno 2010



Printing, inverno 2010


Use nada – ou melhor, use apenas um penteado nocaute como este do desfile de Walter Rodrigues. Pense mínimo (lindo aqui com roupa marinho) e neutro para as roupas e dispense joia (no máximo uma riviera, hum?) e a festa está feita.

Ou vá de excessos com estampas misturadas (saia + blusa), coisa que ninguém recruta para looks noturnos. À moda Cantão (que caimento!).

Por fim, já que as meias estão virando bijoux, imperdível a invenção da Printing, um take ultra moderno e luxinho das costuras sexy das meias de seda dos anos 1930. O lacinho nas botas deixa tudo mais erótico. Fetiche puro, sem porno-sado-maso. Bingo!

sábado, 9 de janeiro de 2010

FASHION RIO BOA IDEIA dia 1: paletó perfecto

Ausländer, inverno 2010

Sim, as camisetas-manifesto eram ótimas. Mas chega um momento na vida em que desembolsar três dígitos por um pedaço de malha cortado em T não compensa mais para ajudar você a se posicionar no planeta.

Ricardo Brautigan nos oferece um jeito muito mais adulto de ser rebelde, com resultados estarrecedores para meras mortais presas a ideia de um velho paletó de "terninho" (alguém pode me explicar de onde saiu a mania de chamar "terninho"?).

A resposta é uma perfeto com proporção de jaquetão.

(o couro vem escalando a escada do chic-rock-não-vulgar e é difícil que uma peça hoje crie o abalo sísmico da jaquetas de crocodilo de Yves Saint Laurent para Dior – coleção Beat Look, verão 1960 –. mas é preciso continuar tentando ampliar a ideia de BCBG)

Na passarela, o jogo de proporção bem "figurino de modelete", com microvestido. Na vida real, além do uso óbvio no lugar de um paletó, por que não fechada, como minivestido, e meia calça de póas (com fit muito melhor do que as apresentadas no desfile de Giulia Borges, porque todo mundo já passou dos 10 anos)?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

NA DÚVIDA minime



De primeira eu achei a coisa mais fofa a produção da filhinha da Emmanuelle Alt, redatora de moda da Vogue francesa.

Depois, me deu um nó: o que ela vai vestir daqui a 20 anos, caminhando até o Palais Royal para comprar joias vintage (desconsiderando, claro, uma megarevolução estética que transforme o closet do século 21)? Ela ficou adulta muito cedo ou a gente é que idiotiza as crianças na maneira de vestir?

(cortesia: Jak&Jil)

Alou, 2010!

(helena, senhorita sartori, vivi, andreza.. bjs)

Três perguntas de Christian Dior para servirem de mantra na hora de se vestir:

Criei algo realmente novo?
Essa novidade é usável?
Os modelos são de cair o queixo?

Ilustração de René Gruau, 1960s, para a maison Christian Dior

Um pouco de impacto e muito de design é tudo o que o ano precisa.

I'm back!

(difícil é deixar de lado os caftãs e as havaianas)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

10 RESOLUÇÕES DE MODA PARA 2010 por Sissi

Este é meu derrradeiro post de 2009.

2010 vai ser, para usar uma gíria que já caducou os 2000s, "inacrê".

um beijo e até.



1. Usar batom vermelho direto e repor depois de beijar muito
2. Usar lingeries lindas sexy e confortáveis para o meu próprio prazer
3. Diminuir dramaticamente o conteúdo do meu closet
4. Preecher meu closet apenas com peças pelas quais eu me apaixone perdidamente e que elas, em troca, amem meu corpo e enriqueçam meu estilo
5. Encontrar a proporção perfeita para o meu corpo e grudar nela
6. Descobrir novos estilistas e novas ideias nos velhos
7. Investir em joias vintage
8. Manter a cabeça aberta e a cuca fresca
9. Elogiar, elogiar, elogiar
10. Tomar mais champanhota rosé com as amigas

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

10 RESOLUÇÕES DE MODA PARA 2010 por Camila Sarpi

Estou muito animada com a entrada de segunda década do século 21. É como se algo de fato fosse mudar. Novos tempos mesmo, não só aquelas esperanças que morrem no dia 2 de janeiro.

Convidei amigas queridas da moda, gente que eu admiro, para dividir as suas resoluções para 2010.

Camila Sarpi
é, no mínimo, uma joalheira joia. Já falei dela aqui.



1. Mais qualidade e menos quantidade
2. Usar mais cor
3. Mais vestido e menos calça
4. Fazer mais esporte
5. Lembrar de passar protetor solar no rosto todos os dias
6. Brincar mais com o cabelo - cortes, penteados e afins
7. Procurar mais peças produzidas de maneira consciente
8. Continuar a seguir o meu estilo pessoal mais que qualquer tendência
9. Usar peças que tenham algum significado especial ou contenham uma história
10. Me divertir me vestindo - a vida já é séria, moda tem que ser leve!

2000 - 2010: uma década de moda - parte 6

É o momento de balanços, então aí vai o produzido pelo Figaro:

BLOGUEIROS, A CRESCENTE INFLUÊNCIA DOS ADOLESCENTES... A MODA E SEUS DITADORES MUDOU. FENÔMENO ATUAL OU SERÃO ELES OS PRÓXIMO TRENDSETTERS ?

« O consumidor é o novo trendsetter. Ele é também aclamado pela publicidade: veja o recente slogan da Microsoft, “foi ideia minha”. De hoje em diante, a gente vai se reapropriar de tudo. O novo trendsetter é o novo coletivo. » Vincent Grégoire, trendsetter, bureau de estilo Nelly Rodi.

« Essa é a geração hiperconectada, hiperinformada, que usa a tecnologia melhor do que nenhuma outra. A força crescente das redes sociais deverá tornar esse jovens os próximos trendsetters. » Anne-Florence Schmitt, diretora de redação de Madame Figaro.

« Blogueiros e adolescentes permitem aos trendsetters se questionarem mais rapidamente e mais constantemente. » Sarah, directrice du concept-store Colette.

« A moda sempre foi um processo seletivo. A audiência, hoje, apenas cresceu. É tudo. » Rick Owens, estilista.

« Internet e o acesso amplo às imagens mudou a relação com a moda. Adolescentes, blogueiros, simples clientes: os criadores encontram mais facilmente o seu público na rede. » Didier Grumbach, presidente da Federação Francesa de Alta Costura.

« Sim, sem dúvida! Mas os criadores, as revistas e os stylists conservarão seu lugar de ditadores. A internet abriu um novo modo de influenciar opiniões por meio dos blogs, dos sites de moda e dos sites das marcas e seus desfiles online. O esporte, a música e as ruas se firmaram como reais influenciadores. » Margareta Van Den Bosch, consultora criativa da H&M.

2000 - 2010: uma década de moda - parte 5

É o momento de balanços, então aí vai o produzido pelo Figaro:

O BOOM DAS REDES COMO H&M, O E-SHOPPING, AS VENDAS PRIVÉES, A MODA VERDE E ÉTICA, O ENTUSIASMO COM A MODA INFANTIL. QUE MODINHAS MUDARAM A ROTINA?

« No fim dessa década, nos encontramos num momento de crise justamente porque há muito de tudo. A oferta é muito grande, as pessoas estão desorientadas. A única saída é a criatividade na escolha de tecidos, na fabricação, na produção de coleções menores. A moda virou incestuosa: só o povo da moda compra moda. É preciso interromper esse ciclo vicioso. » Jean Paul Gaultier, couturier.

« Não posso levar a moda eco ou ética a sério: se você uer de fato ajudar o planeta, compre menos roupa. » Rick Owens, estilista.

« Prisunic (loja à moda H&M) nos anos 1930 não impediu o aparecimento de Jacques Fath e Balenciaga! Da mesma forma, Dior e Chanel convivem com Zara e H&M. Essa efervescência é um sinal de dinamismo. » Didier Grumbach, presidente da Federação Francesa de Alta Costura.

« A influência das ruas na moda e vivce-versa. »Anne-Florence Schmitt, diretora de redação de Madame Figaro.

« Compra de moda pela internet. É difícil de imaginar que isso não existia há 10 anos. »Natalie Massenet, do net-a-porter.com

« A luta dos extremos: a street fast fashion contra os überdesigners, o haut e o bas na pirâmide da moda… Ambos com as mesmas modelos nas mesmas campanhas: só o preço da roupa muda! O futuro é o in-between: não mais o superlativo, mas uma nova humildade vai mudar as regras do jogo. » Vincent Grégoire, trendsetter, bureau de estilo Nelly Rodi.

2000 - 2010: uma década de moda - parte 4

É o momento de balanços, então aí vai o produzido pelo Figaro:

QUAL A TENDÊNCIA MAIS IMPORTANTE DA MODA?

« O unissex e o individualismo. Moda demais, corrente demais, tendência demais: a mulher está se buscando. Tudo se mistura e o gosto fica mais pessoal. » Anne Valérie Hash, estilista.

« Penso que, em reação à saturação de informações, um desejo de editar a moda de uma maneira mais prudente vai chegar em breve. » Rick Owens, estilista.

« O fracionamento das tendências em micromovimentos cada vez mais rápidos e a coexistência de estilos que obedecem cada vez menos a uma estação rígida e mais a uma geografia cultural. » Tancrède de Lalun, diretor de compras de moda feminina e masculina da Printemps.

« A multiplicação das tendências. » Sarah, da Colette.

« A passagem de Heidi Slimane chez Dior Homme impôs uma silhueta nova, marcante, que ultrapassou o gênero masculino. As calças slim e de cintura baixa são duas tendências que marcam a década. A onda das bolsas, o frenesi Louboutin e o incrível avanço da sola vermelha brilhante.» Anne-Sophie von Claer, diretora adjunta de redação do Figaro.

« O marketing, o porno choc, o vulgar e a uniformização do mundo pelo "luxo". » Jérôme Dreyfuss, designer de acessórios.

« O jeans, cul, contemporâneo e transgeracional, cheap ou chic », Maryline Bellieud-Vigouroux, do Institut Mode Méditerranée.

« Um festival de tendências. O « it » em todas as categorias. Mesmo que não pareça, os anos 2000 foram endinheirados e fingidos no excesso e na ostentação. e também foi quando começamos a buscar a moral, a verdade e a lealdade. Passamos então de uma sociedade de consumo para uma sociedade de consideração. » Vincent Grégoire, trendsetter, bureau de estilo Nelly Rodi.